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TJSP adquire equipamentos IPv6

TJSP adquire equipamentos IPv6

Atualizado: Quinta-feira, 14 Abril de 2011 as 2:32

O Tribunal de Justiça de São Paulo tem balizado suas compras de ativos de rede com suporte a IPv6. De 2009 a 2010 foram adquiridos e incluídos na rede do Tribunal mais 1.500 switches de acesso, 50 switches de distribuição e 12 switches Core, todos com suporte à IPv6, de um total de 3.000 unidades.

Adriano Breviglieri, diretor da área de infraestrutura de TIC, planeja realizar nova compra com mais 1.000 unidades de acesso, também com suporte à IPv6, que substituirão os equipamentos ainda reminiscentes, que não suportam esta tecnologia. “Desta forma, o TJSP terá sua infraestrutura de rede toda em conformidade e poderá migrar para IPv6 já no inicio do próximo ano”.

Um desafio que o órgão enfrenta é a equipe enxuta e a grande quantidade de sites a ser atendidos. “Hoje somamos quase 47.000 pontos de rede em 640 unidades judiciárias em todo o Estado de São Paulo. Os serviços de TI no Tribunal são balizados em contratações de terceiros, devido ao alto nível de criticidade e especificidade de conhecimento. Nossos técnicos têm que se empenhar em manter o atendimento jurisdicional eficaz e para isso precisam conhecer o negócio e transformar este conhecimento em contratos bem elaborados”.

Para isso, a equipe definiu termos técnicos para contratação e conta com mão-de-obra especializada de mercado, para auxiliar nesta transição. “O TJSP tem acompanhado o cenário de redes no mundo, principalmente as informações relativas sobre o fim de ranges de IPv4 no órgão regulador nos Estados Unidos. A projeção é que não existam estes ip’s em dois anos (2013), daí nosso empenho no preparo para a mudança”.

A infraestrutura do TJSP já está em andamento e o planejamento é dar início no segundo semestre às especificações de serviço, para preparação à efetiva alteração de padrão de endereçamento IP. “Nossa rede WAN faz parte da rede executiva do Estado de São Paulo e está sujeita aos termos da Companhia de Processamento de Dados de São Paulo. A Prodesp vem realizando testes com o novo padrão de IPv6 desde 2007 e temos acompanhado estes testes para participar desta transição da forma mais transparente possível para os usuários”.

Para Breviglieri, a maneira adotada para a transição é a melhor pois acontece naturalmente no ambiente, sem que haja um grande dispêndio de dinheiro com um único intuito. “Aproveitamos também para prover novas tecnologias através destes ativos e ganhamos em escala na compra, como a possibilidade de configurações de balanceamento de circuitos de comunicação, segmentação lógica da rede (Vlan’s), maior throughput no processamento das informações e novas aplicações do Tribunal, além de melhores ferramentas para gerenciamento de toda esta rede”.

O diretor acredita que um órgão do Governo deve sempre agregar o máximo de funções às aquisições realizadas, pois se trata de dinheiro público. “Nenhuma feature adquirida deve ficar sem utilização. Grande parte dos sites do TJ já contam com tecnologia preparada para receber o IPv6 e está em andamento a aquisição de ativos de rede para o restante, com o mesmo intuito, além da renovação do parque de switches, que já se encontra perto de sua vida útil: acreditamos que ela seja de 5 anos”.

Toda instalação de infraestrutura requer cuidados, especialmente no Tribunal, onde a maioria tem que acontecer com os sites em pleno funcionamento. O maior entrave é a logística, para o qual o órgão têm contado com parceiros de mercado para vencê-lo. “Nosso horário é reduzido para este serviço: podemos trabalhar somente fora do horário de atendimento ao público, que é das 9hs às 19hs e muitas vezes não podemos agir aos finais de semana por falta de pessoal do TJSP para acompanhamento”. Os ativos que auxiliam na transição são da HP e Cisco, contratados em Pregão Público e já que o órgão está em início de preparação, nas configurações mínimas para esta transição, não tem sofrido muitas dificuldades. Adriano avalia que isso se deve à preparação dos equipamentos antes do envio ao seu destino e ao planejamento e gestão baseados no Plano Estratégico de TI do Tribunal. “Temos em nossa criação bases bem sólidas de boas práticas e controle de processos (PDCA), como a biblioteca ITIL e o guia Cobit”.       Por Fancine Machado

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