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TV perto da extinção

TV perto da extinção

Atualizado: Sexta-feira, 16 Janeiro de 2009 as 12

Um dos "pais" da internet prevê fim do modelo atual de televisão

Vint Cerf, um dos cientistas da computação que criou a Internet há 30 anos, acredita que os dias da televisão atual estão contados e revelou que trabalha atualmente com outros especialistas em um sistema para o uso da rede na comunicação espacial.

Em um palestra no Festival Internacional de Televisão em Edimburgo, publicada recentemente pelo jornal "The Guardian", Cerf predisse que a TV se aproxima do mesmo momento crítico que a indústria musical teve que enfrentar com a chegada do som digital, como o formato MP3. "Quase 85% de todo o material de vídeo que vemos é pré-gravado. Por isso, uma pessoa pode preparar o próprio sistema para fazer os downloads convenientes à vontade", explicou o atual vice-presidente do Google e presidente da ICANN, a organização que administra a rede mundial de computadores. "Vamos continuar precisando da televisão para certas coisas, como notícias, eventos esportivos e emergências, mas cada vez mais vai ser quase como com o iPod, no qual se pode baixar conteúdo para ver mais tarde", afirmou.

Dirigindo-se aos diretores da indústria da televisão, o cientista encorajou-os a parar de ver a Internet como uma ameaça à sobrevivência do meio de comunicação em vez de uma grande oportunidade.

O especialista americano, que criou os protocolos TCP/IP usados atualmente, previu que em breve a maioria verá a televisão pela web. Esta revolução pode significar a morte dos canais tradicionais em favor de novos serviços interativos. "No Japão já é possível baixar o conteúdo de uma hora de vídeo em apenas 16 segundos", explicou. "Já estamos começando a ver a forma de misturar e combinar informações... Imagine-se a possibilidade de fazer uma pausa em um programa de TV e utilizar o mouse para clicar em qualquer um dos diferentes ícones que aparecem na tela e ver mais coisas sobre o assunto".

Por outro lado, o inventor advertiu que não se deve crer em quem adverte que o aumento do vídeo na rede poderia causar seu colapso (como dizem alguns provedores) e disse que "estamos ainda longe de esgotar a capacidade".

Cerf contou que trabalha atualmente no desenvolvimento da Internet para utilizá-la em comunicações com veículos espaciais, inclusive os interplanetários enviados a Marte. "Quero mais Internet, quero que cada um dos seis bilhões de habitantes do planeta possa se conectar à rede, pois considero que eles poderiam fornecer coisas que beneficiariam todos nós", concluiu.

Agência Unipress Internacional

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