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Usuário acha inseguro pagar conta no celular

Usuário acha inseguro pagar conta no celular

Atualizado: Quarta-feira, 30 Junho de 2010 as 10:07

 O consumidor brasileiro não considera seguro pagar contas por meio do celular. E é muito despreparado na escolha das operadoras e planos.  

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, 75,56% das pessoas entrevistadas pessoalmente responderam que não é seguro o pagamento de suas contas por meio de aparelhos móveis. No caso dos internautas (usuários que visitaram o site da entidade, entre 12 e 19 de abril), a mesma resposta negativa foi dada por 66,22% deles.

O objetivo do levantamento, segundo o Procon, é identificar a expectativa de segurança em relação ao sistema de pagamento de contas via celular, bem como o perfil do consumidor de telefonia móvel.

As principais tecnologias para o pagamento de contas pelo celular são o SMS, conhecida como mensagem de texto, e o chamado NFC (Near Field Communication), recurso de curto alcance que permite a comunicação entre dispositivos próximos e transforma o celular em cartão.

Na visão do órgão, só por se tratar de uma transmissão de dados e senhas pessoais por meio de ambiente virtual já gera expectativa de insegurança.

O Procon também chama atenção para as fraudes pela web, vírus, clonagens e todos os tipos de artimanhas criadas para invadir os sistemas mais sofisticados. O órgão lembra, ainda, os furtos, assaltos e seqüestros relâmpagos, cujos autores passariam a ter um leque maior de recursos para a execução de práticas criminosas. Além disso, transações baseadas em troca de mensagens de texto (SMS) e via auto-atendimento (central telefônica), compatíveis com praticamente todos os modelos de aparelhos, não garantem a proteção dos dados nem a eficiência da transmissão (uma demora de cinco minutos na entrega da mensagem de texto poderia tornar a transação inviável), argumenta o Procon.

Tudo isso, de certa forma, acabou tendo um impacto grande no resultado do estudo, que aponta, também, o despreparo do usuário na escolha dos aparelhos: a maioria (64,44%) não comparou os planos oferecidos entre as operadoras antes de adquirir o celular.

Segundo o órgão, 73,47% dos entrevistados disseram possuir telefone celular. Destes, 54,44% informaram que o principal motivo para ter um aparelho foi a facilidade e a rapidez nas comunicações.

Dos usuários que não fizeram comparações antes de comprar, 46,55% alegaram como principal motivo o interesse específico em uma determinada operadora. Já para 31,03% responderam que não se interessaram em efetuar a comparação.

Mas o que mais chama atenção – e ilustra o despreparo do consumidor e até um certo distanciamento do cliente em relação às empresas – é que 22,41% dos entrevistados não conseguiram fazer a comparação simplesmente porque não sabiam, ou porque as informações das operadoras são insuficientes ou, ainda, pela diversidade de apresentação dos planos entre as operadoras, que, segundo os consumidores ouvidos, impossibilitou a comparação. Ainda de acordo com a pesquisa, 45,56% apontaram como fator mais importante para a escolha do celular os planos oferecidos pela operadora (principalmente os planos que levam em consideração as ligações efetuadas para a mesma operadora) e 41,67% valorizam os recursos do aparelho.

A maioria dos entrevistados (89,44%) aderiu ao sistema pré-pago e o principal motivo alegado, para 44,10%, foi a maior facilidade para controlar os gastos. “Não quero ter compromisso com conta” foi o segundo motivo mais mencionado (27,95%).

Entre aqueles que declararam possuir celular pré-pago, 10,56% alegaram que a adesão a esse sistema se deu à tarifa mais barata. Já entre os clientes de aparelhos com sistema pós-pago, 36,84% fizeram a opção em função dos planos e promoções da operadora e 31,58% devido à tarifa menor.

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