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Usuários de celular sentem falta de regras mais claras de etiqueta, diz pesquisa

Usuários de celular sentem falta de regras mais claras de etiqueta, diz pesquisa

Atualizado: Terça-feira, 20 Outubro de 2009 as 12

Uma pesquisa online encomendada pela Intel e realizada pela empresa Harris Interactive, nos Estados Unidos, revelou nesta segunda-feira (19) que muitos americanos dizem acreditar que existam regras subentendidas no código de etiqueta ao se usar um celular ou qualquer outro aparelho móvel.

Traduzindo: eles acham que as regras não são claras, muito menos conhecidas.

É claro que essas regras variam de país para país. Nos Estados Unidos, por exemplo, checar emails, mandar mensagens de texto e fazer ligações na companhia de outras pessoas são demonstrações de falta de educação. Mandar mensagens de texto durante um encontro amoroso, então, é altamente proibido por lá.

Mas a maior parte dos americanos entrevistados disse que ficaria ofendida se recebesse um ?obrigado? eletrônico em vez de uma nota escrita à mão enquanto que 75% deles não tinham nada contra pessoas que usam laptops, netbooks e celulares no banheiro.

A especialista em etiqueta e escritora Anna Post disse que a etiqueta digital ainda está engatinhando.

''Etiqueta é principalmente uma questão de consciência''.

Mas ela confessa que achou os resultados da pesquisa online ''surpreendente''.

Dos 2.625 adultos entrevistados, 62% disseram concordar com a afirmação de que celulares, netbooks e outros aparelhos eletrônicos fazem parte do dia a dia - 55% deles também acham que por causa do trabalho as pessoas precisam estar conectadas, mesmo que isso signifique levar o laptop junto no feriado ou atender ao celular durante uma refeição.

Mas apesar de precisarem estar sempre conectados e da aceitação generalizada das tecnologias, as pessoas são mais sensíveis ao uso exagerado das tecnologias móveis em feriados ou atividades religiosas.

Quase 90% dos americanos acham que o uso do celular é inaceitável durante uma cerimônia religiosa e 30% admitiram que ficariam ofendidos se recebessem um cartão online de felicitações. Mesmo assim, mais da metade revelou que queria mandar um cartão eletrônico de festas em vez de um tradicional.

Genevieve Bell, etnógrafa e diretora do Grupo de Experiência do Usuário da Intel diz que ''essas questões têm a ver com senso comum'', acrescentando que as regras sociais de quando e como é apropriado usar a tecnologia ainda estão sendo formadas.

Anna está convencida que a etiqueta para tecnologias móveis vai se tornar cada vez mais importante, principalmente em encontros tradicionais - o maior desafio vai ser chegar a um acordo em relação ao que é ou não adequado.

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