59 instituições se inscrevem para criar perguntas para o Enem

59 instituições se inscrevem para criar perguntas para o Enem

Atualizado: Sexta-feira, 6 Maio de 2011 as 8:39

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou nesta quinta-feira (5) que 59 instituições públicas de ensino superior se cadastraram para elaborar perguntas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O prazo para inscrição terminou no dia 15 de abril.

Segundo o Inep, órgão vinculado ao MEC e responsável pela organização do Enem, são 45 universidades federais e estaduais, sete Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), cinco são Fundações Universitárias e dois Centros Federais. As demais são universidades federais e estaduais. O Inep não divulgou os nomes das instituições inscritas. Cada uma deve criar no mínimo 500 perguntas para o Enem.

Agora, o Inep vai  capacitar os coordenadores-gerais e coordenadores de área de todas as instituições inscritas. Em seguida, será celebrado convênio entre o Inep e cada uma das IES participantes da capacitação. Só depois será dado início ao processo efetivo de elaboração das perguntas - que terá que ser feito, obrigatoriamente, em ambiente seguro. As instituições assinam um termo de sigilo e compromisso para evitar o vazamento das questões.

Até agora as perguntas do Enem eram feitas por professores ou especialistas contratados diretamente para a tarefa. Segundo o Inep, a ideia de convocar as instituições para criar um banco de perguntas é aumentar o número de questões disponíveis e transferir expertise às instituições em avaliações de larga escala. O Inep tem hoje cerca de dez mil questões no Banco Nacional de Itens (BNI) do Enem e a meta é chegar a 100 mil.

Cada edição do Enem tem 180 questões, sendo 45 de cada área. A prova é composta por uma redação e provas de matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias.

Cada pergunta a ser elaborada pelas instituições deverá contar com um texto-base, enunciado, cinco alternativas e apenas uma resposta correta, além de uma justificativa para cada alternativa.

As perguntas terão que atender às matrizes de habilidades e competências do Enem. Todas as questões passarão por uma revisão do Inep/MEC.

O pagamento a cada instituição, segundo tabela do Inep será de R$ 30 mil por 500 questões até R$ 1 milhão por cinco mil questões. Cada elaborador ganha R$ 120 por questão e cada revisor ganha R$ 60 por questão. Eles devem ser professores ou pesquisadores ativos da instituição.

Segundo o instituto, o pagamento à instituição será por créditos, que a instituição poderá acumular e usar quando achar conveniente. Os créditos poderão ser transformados em apoio financeiro a projetos apresentados pela instituição ao Inep.

O aumento do banco de perguntas é necessário para informatizar o Enem, segundo o MEC. O ministério planeja começar a aplicar a prova em computadores em dois ou três anos. Com o exame informatizado, os candidatos fazem a prova em terminais capazes de gerar uma prova diferente para cada estudante.

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