68% dos jovens da classe C já superaram formação dos pais

68% dos jovens da classe C já superaram formação dos pais

Atualizado: Quinta-feira, 26 Maio de 2011 as 8:45

Os jovens da nova classe média brasileira já superaram a formação escolar dos seus pais. Daqueles com idade entre 18 e 34 anos, 68% conseguiram avançar em escolaridade, quando comparados aos pais.

Entre os jovens das classes D e E, o percentual é ainda maior: 72% ultrapassaram os pais em formação acadêmica. Esse cenário mostra que os jovens da classe C já podem ser considerados os novos formadores de opinião do País. A conclusão é do instituto Data Popular, especializado em classes emergentes, que realizou estudo sobre os novos eleitores brasileiros.

O estudo constatou que, na faixa etária analisada, existem 27,1 milhões de eleitores. E, com o acesso à educação, eles passam a definir as escolhas dos demais integrantes da família.

Eleitores emergentes

Considerando os eleitores obrigatórios - aqueles com idade entre 18 e 69 anos -, a nova classe média conta com um contingente de 60,8 milhões de pessoas, ao passo que as classes A e B, juntas, contam com 22,2 milhões de eleitores obrigatórios.

A pesquisa aponta que o perfil das famílias dos eleitores obrigatórios das classes mais altas difere do perfil daquelas da classe média. Boa parte das famílias dos eleitores da classe C (32%) é chefiada por mulheres.

Já das famílias dos níveis mais altos de renda, 25% são lideradas por elas, ao passo que, das famílias de renda mais baixa, classes D e E, 37% são chefiadas por mulheres.

Por região, grande parte dos eleitores da classe média se encontra no Sudeste (48%), seguida do Nordeste (23%) e Sul (17%). A região Centro-Oeste concentra 8% dos eleitores e a região Norte, 4%.

A elite do eleitorado brasileiro também está concentrada na região Sudeste (54%) e Sul (19%). Outros 14% estão no Nordeste, 9% no Centro-Oeste e 4% no Norte.

Os eleitores das classes de menor nível de renda, por sua vez, estão fortemente concentrados no Nordeste (46%) e no Sudeste (32%). Outros 10% deles estão no Sul, 7% no Centro-Oeste e 5% no Norte.

Em qualquer nível de renda, as mulheres superam os homens em número. Na classe C, 51% dos eleitores são mulheres. Nas classes A e B, o percentual é o mesmo. Já na baixa renda, 54% são mulheres.

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