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A maledicência nossa de cada dia

A maledicência nossa de cada dia

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:36

Superar defeitos é extremamente complicado. Tentamos evitar, mas quando nos damos por conta, lá estamos nós repetindo o mesmo erro. É uma luta diária contra si mesmo. A raiva esconde o medo, o isolamento a baixa autoestima e assim por diante. Tudo está em nós e se reflete na convivência com o outro.

Como é difícil mudar um hábito, um padrão. Falar mal dos outros é um bom exemplo. Se nós soubéssemos o mal que causamos a nós mesmos quando nos permitimos comentar, opinar ou criticar a vida dos outros, cairíamos em profundo arrependimento. Se somos o que pensamos e o que fazemos, quanto mesquinhos e pequenos seremos por julgar os demais.

Que atire a primeira pedra quem nunca falou de alguém. Justificativas não faltam. Quem não gosta de ter a razão? Mas basta baixar a guarda para perceber que absolutamente nada justifica difamar a vida alheia.

Ia dizer que isso é coisa da nossa região, culpa dos colonizadores, mas é pura bobagem. Então, os realitys shows não fazem sucesso no país? As revistas sobre a vida íntima das celebridades não vendem milhões mundo afora?

Seres humanos são imperfeitos. Nenhum de nós está a salvo de olhares e comentários maldosos. Se estivéssemos em um patamar mais elevado não teríamos interesse de apontar dedos. Ao permitir que o pior de nós se manifeste ficamos escuros, ao invés de iluminarmos nosso ser.

Quando estivermos conscientes e prontos para mudar só vejo uma forma de rompermos esse ciclo vicioso: orando e vigiando. Orando porque, me desculpem os que ainda não perceberam, sem Deus não somos nada. Ele dá a força de vontade, torna o fardo mais leve e abre os nossos caminhos quando nos fazemos merecedores. E vigiando porque precisamos estar alertas a todo instante, observando os pensamentos que surgem e espantando-os com persistência e humildade para não falar mais do que se deve.

Como eu disse, não é nada fácil. O autoconhecimento é um processo doloroso e, como somos imediatistas, a tendência é retomar o comportamento de costume, apesar das dores em forma de reação que a vida nos devolve.

O caminho da evolução é longo. O mais importante é que cada degrau que subirmos deixaremos muitos para trás. Mais dia, menos dia, cada um saberá a hora de começar sua escalada.

Por: Greice Tedesco

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