A turma da adrenalina

A turma da adrenalina

Atualizado: Segunda-feira, 18 Julho de 2011 as 2:31

Junte numa mesma atividade adrenalina, concentração, contato com a natureza e sensação de liberdade. Esses são os ingredientes que fazem dos esportes irados (é assim que são chamados) os preferidos por boa parte dos adolescentes. Para muitos, emoção é pedalar sem parar no meio do mato ou manobrar um barco de borracha corredeira abaixo. Para outros, programa irado é participar de corridas de aventura – uma gincana que mistura de tudo, de caminhada a rappel, atividade em que a pessoa desce paredões pendurada a uma corda. Nas grandes cidades, longe do mar e da natureza, há esportes que substituem o contato com o mato e os barrancos sem abrir mão do sabor de aventura. Um dos mais procurados é a escalada indoor, realizada em paredões artificiais. "É indescritível a sensação de ter chegado lá em cima, de ter conquistado algo", explica Mário Sérgio Duarte Garcia, de 14 anos, que há dois sobe por paredões com 11 metros de altura numa academia especializada em São Paulo.

A busca por atividades sem regras fixas e que fujam do convencional é o maior atrativo para os adolescentes que enveredam pelos exercícios tidos como radicais – termo, aliás, em desuso por causa da restrição e do risco que pressupõe. Muitos pais torcem o nariz a essas modalidades pelo fato de a maior parte delas exigir o uso de equipamentos de segurança. Fica a sensação de que o perigo é um preço alto demais a ser pago pela adrenalina liberada. Para os especialistas, o importante é respeitar os próprios limites e ficar sempre atento à segurança. "O risco não está na modalidade, mas na pessoa", ensina o multiatleta paulista Luiz Makoto Ishibe, de 42 anos, praticante de alpinismo, trekking e mountain bike. O improviso, marca registrada dos esportes de aventura, exige poder de concentração e rapidez de raciocínio para que o atleta saia de situações complicadas. Pelo menos no início, é importante receber a orientação de um instrutor e nunca subestimar a natureza. E, como regra final, saber quando é hora de não se aventurar. "Jamais entro no mar se percebo que vou correr riscos. Meu negócio é o prazer, não o sofrimento", afirma a estudante pernambucana Ana Flávia da Silva Matos, 22 anos, praticante de surfe há nove. Radicalismo, como se vê, é coisa do passado.

fonte: Veja Jovens

veja também