Acidentes de carro são a maior causa de morte entre adolescentes nos EUA

Acidentes de carro são a maior causa de morte entre adolescentes nos EUA

Atualizado: Terça-feira, 11 Maio de 2010 as 2:08

Entre os mais de 16 mil jovens que morrem nos EUA a cada ano, a maioria é vítima de acidentes de carro, mas assassinatos, suicídios, câncer e doenças do coração também têm participação expressiva nas estatísticas, informa um novo comunicado do governo americano. Apenas entre adolescentes meninos e negros, os homicídios lideram o índice, diz o autor do relatório Arialdi M. Minino.

“Esse é um grupo [o dos adolescentes] ao qual não prestamos muita atenção quando falamos sobre mortalidade”, diz Arialdi. Isso porque eles representam menos de 1% do total de falecimentos nos EUA. Ainda assim, ele acredita que medidas devam ser tomadas para diminuir esse número. “São causas de morte que poderiam ser prevenidas”, diz.

Nos EUA, o grupo dos adolescentes meninos e negros, no qual os homicídios são a principal causa de morte, é também o que tem o maior índico de óbitos entre jovens: 94.1 casos a cada 100.000. “Isso é 50 vezes mais do que o observado no grupo dos brancos. Trata-se de uma disparidade muito grande”, alerta.

As principais causas de morte permaneceram as mesmas durante o período pesquisado. Acidentes de carro respondem por 48% do total; homicídios, 13%; suicídios, 11%; câncer, 6%; e doenças do coração, 3%. Além disso, entre 1999 e 2006, a taxa anual de mortes entre os teens também se manteve a mesma, de 49,5 ocorrências a cada 100 mil jovens.

Mas o risco de perder a vida não é o mesmo para todos os adolescentes. Meninos correm mais perigo que meninas, sendo que os mais velhos têm mais probabilidades de que isso ocorra do que os mais novos. Por exemplo, aos 12 anos, a taxa de mortes entre meninos é 46% maior que a de meninas. Aos 19, a diferença entre os gêneros aumenta: meninos passam a ter três vezes mais chances de morte que meninas (135,2 e 46,1 para 100 mil, respectivamente).

“Gostaria que as pessoas olhassem para esses números com a intenção de fazer algo”, diz Arialdi. Os teens são “relativamente negligenciados quando se fala de saúde pública” nos EUA, ele acredita.

Outra especialista percebe que o custo humano das mortes entre adolescentes não deve ser ignorado. “Espero que se perceba o quão deprimente é isso”, diz a Dra. Karen Sheehan, diretora médica no Children’s Memorial Hospital, em Chicago. Ela lembra que, quando o assunto é a morte de jovens, é importante se pensar nos anos de vida potencialmente perdidos. “Cada um desses 16 mil adolescentes que morrem nunca vão se casar, ou contribuir positivamente para a sociedade”, conclui.

Postado por: Cristiano Bitencourt

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