Adolescentes das sedes da Copa debatem legado social dos eventos

Adolescentes das sedes da Copa debatem legado social dos eventos

Atualizado: Quarta-feira, 6 Abril de 2011 as 5:27

Cerca de 200 adolescentes das 12 capitais que vão sediar a Copa de 2014 reuniram-se nesta quarta-feira (6) no Rio de Janeiro para discutir como futuros eventos esportivos podem contribuir na garantia do direito ao esporte e para a inclusão social.

Pela primeira vez no Rio, a jovem Malena Portela, 16 anos, foi selecionada entre alunos de 15 escolas públicas da Bahia para participar do evento. "Depois eu vou passar tudo o que vivi aqui para os alunos da minha escola e de outras escolas do estado", conta a menina com entusiasmo.

O encontro que termina amanhã é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e conta com diversas parcerias, entre elas, a do Ministério do Esporte, do Serviço Social do Comércio no Rio (Sesc Rio) e do Instituto Esporte-Educação. Ao final do evento, os participantes vão entregar aos representantes das três esferas de governo uma proposta para a construção de um legado social dos megaeventos.

O coordenador do Unicef em Salvador, Ruy Pavan Ribeiro, explicou que a ideia do projeto é formar adolescentes cidadãos e que saibam cobrar das autoridades seus direitos, entre eles, o direito à prática do esporte.

"A ideia é que em cada capital [que vai sediar a Copa] esses adolescentes sejam multiplicadores com o apoio do Unicef e dos parceiros. Vamos reproduzir essas reuniões e levá-las para dentro da rede de ensino, fazer uma articulação com as escolas públicas para envolver um número cada vez maior de adolescentes nesse processo."

O carioca Marcelo Silva Cardoso dos Santos, 18 anos, de Jacarepaguá, zona oeste do Rio, torce para que o encontro ajude a tornar o esporte acessível para todos. Cadeirante, ele tem esperanças de participar das competições de natação nas Paraolimpíadas em 2016. "O que conta é a marca. No caso, minha categoria é S7 e tenho chance. Estou chegando lá", diz o rapaz.

Morador de Higienópolis, em São Paulo, Diego Gomes de Moraes, acredita que sua participação nos debates pode ajudar as futuras gerações. "Para mim, é muito importante a gente fazer um esforço para garantir o futuro dos que estão vindo, dos menores."

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