Afinal, por que você deveria proteger seus tweets?

Afinal, por que você deveria proteger seus tweets?

Atualizado: Quinta-feira, 24 Fevereiro de 2011 as 1:27

Quando abri uma conta no Twitter em meados de julho de 2009, gastei algum tempo pensando sobre se deveria ou não proteger meus tweets. Na condição de usuário novato, tive de decidir naquela hora se os benefícios de proteger meus tweets superavam as desvantagens.

Olhando para trás, não me arrependo de minha decisão de proteger meus tweets. Explico.

Quando os tweets de uma pessoa estão protegidos, todos os seguidores daquela pessoa precisam passar por uma aprovação. A coisa funciona mais ou menos como aprovar amigos e colegas no Facebook ou no LinkedIn.

Ao proteger meus tweets, pensei, eu seria capaz de me defender de spammers e de bots. Bots, no Twitter, são programas de computador que enviam automaticamente uma @mensagem para você caso seus tweets incluam certas palavras-chave.

Os spammers e os bots podem até ver alguma vantagem em me seguir, mas eu simplesmente não quero fazer parte disso. O lado ruim de proteger meus tweets é que eles não podem ser encontrados por pessoas que fazem buscas no Twitter. Meus tweets também não poderão ser facilmente retuitados pelo botão Retweet do Twitter. No entanto, meus tweets podem ser retuitados por meio do recurso de copiar e colar, o que para mim está bom. Só porque eu protejo meus tweets não significa que não quero que meus tweets sejam retuitados.

Antissocial?

Vários amigos tentaram me convence de que, ao proteger meus tweets, sou um ser antissocial. Para mim, é justamente o contrário. Ao proteger meus tweets, estou afastando spammers e melhorando a experiência de uso do Twitter para outras pessoas. Toda pessoa que me segue é alguém que aceitei como seguidor. Estes são na maioria bibliotecários, editores, jornalistas, defensores de código livre e responsáveis por ONGs.

Se esse é o tipo de pessoa que deseja seguir, basta vasculhar minha lista de seguidores. Ela é visível para qualquer um – assim como a lista de pessoas que eu sigo. Como você pode imaginar, há uma grande interseção entre as duas listas, já que eu tendo a seguir as pessoas que me seguem.

Eu cheguei à conclusão de que precisava proteger meus tweets quando procurei as pessoas que seguiam Tim O’Reilly, fundador da O'Reilly Media e um dos pensadores mais interessantes do Twitter. Os tweets de Tim são quase sempre fascinantes, mas ainda mais fascinantes são os tweets das pessoas que seguem Tim – as pessoas que pensam que os tweets de Tim são fascinantes.

Mas localizar essas pessoas é quase impossível porque a lista de seguidores de Tim está poluída com muitos spammers e bots. Descobrir as pessoas de verdade nessa lista poderia levar várias horas.

Poucos e bons

Uma razão final pela qual eu protejo meus tweets vem do perfil da pessoa que decide proteger seus tweets. Elas são uma pequena porcentagem, menos de 1% de todos os usuários do Twitter. Mas, se você examinar o tipo de gente que protege seus tweets, verá que são pessoas que eu caracterizaria como profundamente inspiradoras. Se pessoas como essas tendem a proteger seus tweets, então talvez minha decisão de proteger meus tweets tenha sido acertada.

Eu deveria mencionar outra desvantagem de proteger tweets: Alguns serviços de terceiros não funcionam se seus tweets são protegidos. Eu descobri que isso pode ser relativamente chato, mas não chega a ser um grande problema - posso viver sem esses serviços. O serviço de terceiros que achei mais útil, o Manage Flitter, funciona bem para contas do Twitter que são protegidas.

Como o Twitter dá pouca ou nenhuma informação para quem precisa decidir se deve proteger ou não seus tweets, fica a sugestão: Talvez o Twitter possa criar um link a este texto em sua página de configuração se desejar ajudar os novatos no microblog a tomar esta decisão.

Por Phil Shapiro

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