As suas, as minhas, as nossas contas...

As suas, as minhas, as nossas contas...

Atualizado: Sexta-feira, 9 Dezembro de 2011 as 11:10

Eu não sei vocês, mas, para mim, fazer contas é uma chatice! O único cálculo que eu faço com gosto é a soma da pontuação de uma partida de canastra. Afora isto, exatas nunca foi o meu forte. O meu e de boa parte do clã das mulheres. Nós, ladies, nascemos para gastar e temos um talento natural para bater pernas atrás de presentes e artigos da moda. Não dá para negar que o detalhe do detalhe é o nosso ponto forte.

Se elas adoram consumir, eles preferem poupar. Mas há casos em que a lógica se inverte. Não importa o modelo, o caso é que a gestão das finanças é um dos maiores desafios da vida a dois.

Diferente de outros tempos, as mulheres participam ativamente desta tarefa, uma vez que conquistaram sua independência financeira. Se é pouco ou muito dinheiro pouco importa, o fato é que é necessário administrá-lo, conciliando as expectativas e necessidades de duas cabeças completamentes diferentes.

Quando sobra dinheiro a vida a dois é uma maravilha. O problema é quando se precisa conter os gastos ou pior quando falta, por causa de dívidas de uma das partes. Aí é que a vaca vai para o brejo. É nas horas mais difíceis que as diferenças dos casais se tornam mais evidentes.

É triste ver quantos relacionamento estão em crise por causa do maldito cheque especial. É fútil falar de dinheiro? Até é, porém é burrice não aprender a lidar com ele, dando ao assunto seu devido valor. Ora, quem não sabe que não se deve gastar mais do que se tem? E quem nunca ouviu falar que é previdente guardar uma parte do que se ganha para as emergências? Pois é, mas são poucos que seguem estas recomendações.

Gostar de fazer compras é uma coisa, poder e precisar (o que mais importante) são outras, completamente diferentes. É isto que as pessoas precisam aprender. Depois de levar umas boas cabeçadas a gente se conforma que não é possível acompanhar a moda e que não vale a pena comprar só porque está em liquidação.

A compra, quando por impulso, é como a comida, tem um efeito de preencher o vazio existencial, de eliminar a tristeza, a frustração, a mágoa, a ansiedade. A pessoa pensa "tive um dia difícil: eu mereço", e se joga, como se não houvesse amanhã. Mas existe, e no dia seguinte percebe que está endividada. Se antes ela já tinha uma tristeza, agora ela tem uma tristeza, uma dor de cabeça e o casamento por um fio.

Cuidar das finanças é um hábito que pode ser aperfeiçoado mensalmente, basta querer. É um exercício que faz bem para o nosso íntimo e elimina uma boa parte das discussões matrimoniais. Respira fundo meu amigo, minha amiga: vontade dá e passa.

Por Greice Tedesco

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