Aumenta o número de adolescentes que praticam sexting

Aumenta o número de adolescentes que praticam sexting

Atualizado: Quinta-feira, 8 Dezembro de 2011 as 3:37

São muitas as fotos e os vídeos com teor erótico e sexual que circulam nos celulares e emails. Sexting foi o nome arranjado para esta partilha de conteúdos, que cada vez mais cresce entre os adolescentes sem que estes se percebam os perigos inerentes à exposição da sua intimidade.

"Autoridades públicas, legisladores e educadores enfrentam um aumento do número de jovens que se autoretratam durante as relações sexuais e ainda uma minoria que grava essas imagens e depois as divulga, tanto pelo celular como pela Internet", avisa o Centro de Investigação de Crimes Contra Menores da Universidade de New Hampshire, que acaba de publicar os resultados do primeiro estudo nacional dos EUA sobre o sexting.

Em causa fica a possibilidade destes conteúdos chegarem às mãos de gente desconhecida, rompendo a privacidade dos adolescentes e deixando-os vulneráveis a perseguições e chantagens, explicam os especialistas.

O estudo, publicado na revista "Pediatrics", contemplou um universo de mais de 1500 adolescentes, com idades entre os 10 e os 17 anos. Além de todo um questionário generalista, havia cinco questões relacionadas com o sexting: "Alguma vez te enviaram fotos e vídeos de menores de 18 anos nus, ou semi-nus? Já reenviou alguma imagem de um menor? Já foi fotografado sem roupa? Alguém te fotografou? Alguma vez tirou uma foto de menores nus?"

Cerca de 10% dos inquiridos reconheceram ter fotos suas sem roupa, terem contribuído para a sua realização e também terem recebido fotos de outros menores, no último ano. Pelo menos 39 adolescentes disseram ter-se fotografado a si próprios nus e enviado as imagens. Na sua maioria, adolescentes com 16 e 17 anos.

De acordo com os investigadores, entre os argumentos dados pelos adolescentes a curiosidade surge no topo. "Não tinha namorado e sentia curiosidade de saber o que outras pessoas achariam do meu corpo", explicou uma das adolescentes. Contudo, "a maioria reconhece que o fez como parte de uma relação amorosa".

A investigação concluiu ainda que 30% dos inquiridos tirou ou enviou fotos suas sem roupa sob o efeito de drogas e álcool.

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