Aumenta o número de estrangeiros que procuram o Brasil para estudar

Aumenta o número de estrangeiros estudando no Brasil

Atualizado: Segunda-feira, 13 Fevereiro de 2012 as 8:59

Cresce o número de estrangeiros que procuram o Brasil para estudar. No último ano, 7% dos turistas, que foram para capital paulista, estavam inscritos em algum curso. Muitos atrás de uma vaga nas universidades públicas e privadas.

“É relevante este tipo de turismos tanto que já tem moldado umas atividades como locação de longa permanência e aluguel de casas também”, conta o diretor da São Paulo Turismo, Luiz Sales.

De Taiwan, veio o estudante Tseng Chieng Kai. Ele pensa em usar o nome "Mateus" para simplificar a vida na cidade que escolheu para estudar. “A cultura do meu país é bem diferente, então eu preciso aprender a cultura daqui, definitivamente”, fala Tseng.

“Há muitas razões que me levaram a escolher o Brasil. A principal delas é aprender português e ter mais um idioma no meu currículo e também porque ouvi muitas coisas boas sobre o Brasil, as pessoas, as festas”, conta o estudante do México, Javier

Cesin.

Que São Paulo tem vida cultural intensa, uma noite agitada, gente amigável, o mundo todo já sabia. O que tem trazido cada vez mais estudantes estrangeiros para a cidade é o noticiário econômico. Crise na Europa, nos Estados Unidos e o crescente mercado de negócios no Brasil.

Na Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, o número de alunos estrangeiros que foram fazer cursos dobrou de 2010 para 2012. A coordenadora de relações internacionais, Julia Von Maltzan Pacheco, diz que tem recebido jovens europeus e americanos que poderiam estudar de graça perto de casa, mas preferem pagar pra viver essa experiência no Brasil.

“São alunos que querem saber mais sobre ambiente de negócios no Brasil, qual tipo de empresa existe, como se faz negócio no país, a economia. Eles querem essa experiência de viver no mercado emergente”.

A estudante Kamila Sikora veio da Polônia. Ia ficar seis meses. Já esta há um ano. Viajou muito, foi a todas as festas, fez amigos e um emprego com carteira assinada.

“Na Europa agora tem crise e eu quis tentar trabalhar aqui para ver diferente e para ter outra experiência na minha vida”, fala a estudante.

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