Bancos: juros e burocracia estão entre as principais reclamações da geração Y

Geração Y se queixa dos juros e da burocracia dos bancos

Atualizado: Segunda-feira, 13 Fevereiro de 2012 as 8:22

As altas taxas de juros e a burocracia para abrir contas estão entre as principais reclamações da geração Y sobre os bancos. Ao menos é o que revela a pesquisa “Os Bancos e a Geração Y”,desenvolvida pela Bridge Research e antecipada para o portal InfoMoney.

De acordo com o estudo, o jovem brasileiro mantém uma relação de distanciamento e desconfiança com os bancos, não havendo fortes laços com as diferentes marcas que hoje se apresentam no mercado.

“Os jovens reclamam da taxa de juros e da burocracia para abrir contas; não percebem nos bancos nenhuma ação para estreitar o relacionamento e fidelizar o cliente. Na percepção dos jovens, os bancos são vistos como uma commodity. Não há diferenciação no posicionamento entre um e outro, nem um banco feito para eles”, afirma o presidente da Bridge Research e coordenador da pesquisa, Renato Trindade.

O levantamento ouviu 670 pessoas na Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e Grande Porto Alegre.

Por que abre a conta?

Ainda conforme a pesquisa, na maior parte das vezes, a escolha do banco não é inteiramente do jovem, fator que impacta negativamente no relacionamento desenvolvido entre o jovem e a instituição financeira.

Dentre os principais fatores para a abertura de conta corrente estão: a empresa na qual o jovem trabalha que abriu a conta, os pais que escolheram o banco, fácil acesso e quantidade de caixas e agências espalhadas pela cidade, e a facilidade para abrir conta, com a não necessidade de comprovar renda.

Geração Y

A geração Y compreende os jovens entre 20 e 29 anos e é caracterizada pela impulsividade, baixa reflexão e constante busca por inovação.

Além disso, valorizam a liberdade, mas buscam e testam limites; são liberais para o consumo e novidades, mas conservadores sociais; pensam em trabalho como meio de ganhar dinheiro, mas desconhecem planos de carreira; consideram trabalho como remuneração, mas buscam o reconhecimento rápido; pensam no aqui e agora, mas querem oportunidades futuras; amam a internet e a tecnologia, mas não gostam da impessoalidade do atendimento eletrônico ou via e-mail.

“Os valores que permeiam essa geração como um todo são velocidade, liberdade, consumo, individualidade e tecnologia. Esses valores se confundem com a própria pós-modernidade desses jovens, que são impulsivos, têm baixa reflexão e são incansáveis na busca por inovação”, finaliza Trindade.

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