Bônus da Fuvest não ajudará alunos, dizem especialistas

Bônus da Fuvest não ajudará alunos, dizem especialistas

Atualizado: Segunda-feira, 4 Abril de 2011 as 9:23

Especialistas ouvidos pelo G1 acreditam que as mudanças anunciadas pela Universidade de São Paulo (USP) nesta quinta-feira (31) para o Programa de Avaliação Seriada da Universidade de São Paulo (Pasusp) podem não democratizar o acesso dos alunos de escola pública à universidade.

Douglas Belchior, diretor do núcleo de educação popular UNEafro, organização que articula 42 cursinhos comunitários no estado de São Paulo, vê as mudanças como "conservadoras."

"Ela dá uma bonificação a partir da lógica do mérito, que é o debate que travamos com a universidade. O mérito não é democrático, mede a partir da condição que a pessoa teve para se preparar. Ao final das contas é uma avaliação socioeconômica invertida. Quem teve condições para se preparar vai ser bonificado. Em tese, bonifica quem menos precisa", afirma Belchior.

Para Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP, as mudanças também não promovem justiça social, já que os "critérios são exagerados", e o conhecimento está diretamente ligado à condição socieconômica do estudante.

"A sinalização [de mudança] é muito tímida para não dizer insuficiente para reverter o quadro de seletividade social no ingresso à USP", diz Alavarse. Segundo o educador, a distribuição de bônus por mérito deve beneficiar os alunos que não precisam de bonificação. "Dessa forma, o  programa não dá chance para outros estudantes fazerem parte da elite de estudantes."

Especialistas ouvidos pelo G1 acreditam que as mudanças anunciadas pela Universidade de São Paulo (USP) nesta quinta-feira (31) para o Programa de Avaliação Seriada da Universidade de São Paulo (Pasusp) podem não democratizar o acesso dos alunos de escola pública à universidade.

Douglas Belchior, diretor do núcleo de educação popular UNEafro, organização que articula 42 cursinhos comunitários no estado de São Paulo, vê as mudanças como "conservadoras."

"Ela dá uma bonificação a partir da lógica do mérito, que é o debate que travamos com a universidade. O mérito não é democrático, mede a partir da condição que a pessoa teve para se preparar. Ao final das contas é uma avaliação socioeconômica invertida. Quem teve condições para se preparar vai ser bonificado. Em tese, bonifica quem menos precisa", afirma Belchior.

Para Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP, as mudanças também não promovem justiça social, já que os "critérios são exagerados", e o conhecimento está diretamente ligado à condição socieconômica do estudante.

"A sinalização [de mudança] é muito tímida para não dizer insuficiente para reverter o quadro de seletividade social no ingresso à USP", diz Alavarse. Segundo o educador, a distribuição de bônus por mérito deve beneficiar os alunos que não precisam de bonificação. "Dessa forma, o  programa não dá chance para outros estudantes fazerem parte da elite de estudantes."

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