Censo do IBGE mostra que o número de jovens que abandona os estudos está caindo mas se mantem alto comparado com outras nações

Diminui o número de estudantes que abandonam escola

Atualizado: Quarta-feira, 19 Dezembro de 2012 as 1:39

 

 

Segundo Censo Demográfico 2010, divulgado nesta quarta-feira (19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de jovens que abandona os estudos está caindo, mas ainda está bem alto se comparado com países mais desenvolvidos.

O Censo mostra que de cada 100 brasileiros com idades entre 18 e 24 anos, 36 abandonam os estudos antes de concluir o ensino médio. Os dados por gênero mostram também a diferença relevante que existe entre jovens do sexo masculino e feminino que param de estudar antes do tempo.

Para os garotos, o índice de abandono escolar chega a 41,1%,enquanto que para as garotas o índice chega a 32%.

O estudo traz outro dado assustador: dos jovens que abandonam a escola, pouco mais da metade não chega a completar o ensino fundamental. Outros chegam a ingressar o ciclo médio, mas interrompem os estudos antes da conclusão e o restante, de acordo com o IBGE, correspondem a pessoas que deixaram os estudos de lado após finalizar o 9º ano do ensino fundamental. Nesse ultimo grupo também estão os jovens sem instrução fundamental.

Quando comparados a resultados de outros países mais desenvolvidos, os números apontados no Brasil tornam-se ainda mais preocupantes: a taxa de abandono por aqui é quase seis vezes mais do que à medida nas duas nações europeias.

Aqui, os municípios que apresentam as menores taxas de abandono estão localizados na região Sul e no estado de São Paulo e a pior situação é verificada na cidade de Doutor Ulysses, no Paraná.

Em conseqüência do abandono, é crescente o número de jovens que não cursam a série adequada para sua idade nos estudos.

Os dados do IBGE sobre a educação brasileira vão ao encontro de outro estudo um pouco mais antigo do IBGE, lançado no fim de novembro, que apontou o ensino médio como a etapa mais problemática da educação básica.

Só nos resta esperar que os jovens voltem a ter mais interesse por seu próprio futuro e dediquem-se aos estudos para que esse número caia cada vez mais. 

 

 

com informações de: G1

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