Chapeuzinho Vermelho vive drama amoroso em adaptação sombria

Chapeuzinho Vermelho vive drama amoroso em adaptação sombria

Atualizado: Terça-feira, 19 Abril de 2011 as 1:47

Era uma vez, 700 anos atrás, um conto de fadas sobre uma menina que ia pela estrada afora levar doces para a vovozinha.

Ainda coberta pela capa vermelha, a garota cresceu, perdeu a virgindade e chega ao cinema numa versão sombria em "A Garota da Capa Vermelha", com estreia na próxima quinta-feira.

Uma fuga da fábula "Chapeuzinho Vermelho", o filme de Catherine Hardwicke, diretora da saga "Crepúsculo", faz adaptações como um lobisomem sanguinário, cuja identidade é o mistério do filme (tanto que o estúdio não divulga fotos do monstro).

No papel principal, Amanda Seyfried ("Garotas Malvadas" e "Mamma Mia!"), 25, uma das novas queridinhas da turma de Hollywood.

Noutra divagação sobre a história original, um triângulo amoroso --com Chapeuzinho, um lenhador e um ferreiro nas pontas-- é desfeito numa cena assanhada de sexo dela com um deles.

As pontas do triângulo amoroso

"O interessante é que não há uma versão original do conto. A mais famosa é a dos irmãos Grimm [escritores alemães], mas relatos mais antigos falavam de um lobisomem, em vez de um lobo. Tudo isso nos deu uma grande liberdade", diz a diretora.

Em um ambiente de desconfiança em que qualquer um pode ser o lobisomem, inclusive a vovó moderninha, o caçador é um padre.

"O ponto de vista de Hardwicke é sombrio, assustador e romântico", diz Seyfried. "O filme ensina os jovens a entrar em contato com sua sexualidade. Quero que as garotas de até 16 anos vejam o filme, e elas são o público de 'Crepúsculo'", afirma.

Também diretora de "Aos Treze", Hardwicke tem familiaridade com o público adolescente. "É a época da vida em que você beija pela primeira vez, fica bêbado, foge do casulo da mãe", conta. "É tudo muito excitante!"

O caçador

Por: IURI DE CASTRO TÔRRES

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