Comportamento é observado e levado em conta na hora da contratação

Comportamento é observado e levado em conta na hora da contratação

Atualizado: Quarta-feira, 9 Novembro de 2011 as 1:48

Comportamento ou conhecimento técnico? O que os chefes levam em conta na hora de contratar? Nos últimos anos as empresas descobriram que a maioria das demissões acontecia por falhas no comportamento do funcionário e não por incompetência técnica.

Hoje as empresas se cercam de cuidados na hora de contratar. A entrevista cara a cara com um selecionador é uma das medidas, e o candidato também pode passar por testes de personalidade e avaliações em grupo.

“Se você não tem o comportamento adequado para desempenhar um tipo de função isso gera um desconforto. Quando você se sente desconfortável, necessariamente a produtividade irá diminuir”, declara Victor Martinez, consultor em treinamentos comportamentais.

Cada cargo exige um comportamento, mas as empresas procuram funcionários com três características principais:

- inteligentes: que sabem sair de uma situação no trabalho sem embaraço

- bem humorados: em vez de reclamar do serviço, buscam soluções

- e participativos: contribuem para uma sociedade melhor.

“A única maneira de sabermos seu valor ético e moral é saber a que tipo de comunidade você pertence, sejam virtuais ou reais. Que tipo de projeto você está envolvido. Por exempo, se você afirma que faz parte do grupo de oração da minha paróquia, eu já posso concluir alguns valores desta pessoa”, comenta.

E depois que o funcionário é contratado? Como manter um bom ambiente de trabalho? Algumas empresas inovaram. Em Fortaleza momentos de descontração dos funcionários fazem parte dos investimentos na boa relação na rotina dos funcionários.

Além de salão de jogos, biblioteca e sala de descanso com direito a massagem. Assim como a competência  técnica, a convivência harmoniosa, é tratada como um item importante para a produtividade, e a  empresa já constatou com pesquisa que os resultados são bem positivos.

Quando se trata de currículo as empresas costumam valorizar:

- a formação profissional e não a faculdade onde o candidato estudou

- se a pessoa tem conhecimento acumulado, outro item importante. Ou seja, quanto mais cursos de qualificação, melhor.

- e isso vale também para cursos de línguas. Não fique só no inglês.

Uma turma de alunos em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, aprendem mandarin, de olho nas oportunidades criadas com o aumentos das relações comerciais entre Brasil e China. Em dois anos os estudantes já saem com noções básicas de mandarin e o custo é de apenas R$ 50 por semestre.

Fatores que os recrutadores mais levam em considerações:

1. Experiência profissional;

2. Perfil comportamental;

3. Formação (curso) adequada ao cargo. Se cursou uma boa faculdade, mas a instituição não é fator de exclusão.

4. Conhecimento (engloba pós-graduação, cursos extracurriculares, domínio de outras línguas);

5. Cultura do negócio (experiência no ramo do negócio);

6. Idade (deve ser compatível com a vaga. Uma pessoa de 42 anos não é compatível com a vaga de trainee mesmo que tenha acabado de sair da faculdade);

7. Inteligência/humor

8. Performance em outras posições anteriores (resultado alcançados);

9. Valores éticos e morais

Obs.: O consultor Victor Martinez lembra que não existe uma ordem de importância entre estes fatores.

Comportamento durante processo seletivo:

• Autoconhecimento e Autogerenciamento - é importante saber quais são os pontos fortes e limitantes;

• Não minta sobre suas competências. Seja você mesmo;

• Pessoas mais empreendedoras;

• Reagir rapidamente a mudanças e adaptabilidade

• Foco nos Resultados

• Capacidade de negociação

• Demonstrar habilidades necessárias para o cargo em questão, por exemplo: habilidades sociais se for trabalhar com pessoas; habilidades lógicas se for trabalhar com projetos ou fórmulas.

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