De mãos dadas

De mãos dadas

Atualizado: Sexta-feira, 6 Maio de 2011 as 10:34

Dizem que atrás de um grande homem sempre existe uma mulher, eu diria que mais precisamente ao lado, de preferência, de mãos dadas. Mas calma, esta crônica não vai fazer uma guerra de sexos e sim falar sobre algo simples, quase banal, que é o gesto de dar as mãos.

Entrelaçar os dedos das mãos não é somente a forma mais comum dos casais andarem nas ruas, demonstrando compromisso perante a sociedade; tampouco é um gesto que indica posse sobre o outro. Andar de mãos dadas é muito mais do que isto.

Mais do que os olhos podem ver, as mãos que se entrelaçam indicam segurança, bem-estar, afetividade, companheirismo e amor. As mãos se procuram num gesto quase automático, parecem dizer: "o que sua mão está fazendo longe da minha?". Uma espera a outra se desocupar e elas voltam a se encaixar, como se fossem feitas exatamente para estar unidas para todo sempre.

Se o homem avança demais, caminha rápido com passos largos e impacientes, a mulher puxa a mão de volta e diz: "ei! Onde você pensa que vai sem mim? Se acalme, não tenha pressa, chegaremos lá no tempo certo." Quando a mulher fraqueja de cansaço e ameaça ficar para trás a mão do homem mostra sua força: "vamos, estou aqui com você, deixe eu te conduzir por alguns metros".

Enquanto uma mão afaga, a outra se permite receber carinho, e vice-versa. Uma mão é macia, perfumada e sensível. A outra resistente, forte e determinada. Uma não é nada sem a outra. Somente juntas é que estão completas. O que sobra em uma falta na outra.

A mão masculina segura a feminina: antes de atravessar a rua, para ajudar a calçar o sapato, para descer do carro, para dançar... A feminina segura a masculina: quando dá medo, durante o cinema, na hora da oração, em uma má notícia, na hora do prazer...

Se a dificuldade chegar, e faltarem as palavras, uma mão buscará a que outra que precisa e esta saberá que tudo vai ficar bem, porque ela não está só.

Quando o sol voltar a brilhar e a alegria reinar, ali também estarão as mãos unidas, celebrando a vida e a felicidade de se ter alguém para amar.

Por: Greice Tedesco

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