Descubra se você é um instachato

Você é um instachato?

Atualizado: Quinta-feira, 14 Fevereiro de 2013 as 11:58

Ninguém precisa mais contar o que fez no feriado, para onde viajou, ou se foi para campo ou praia. As redes sociais fazem isso por você!

A nova geração totalmente ligada em tecnologia adora redes sociais e criou o hábito de registrar tudo por meio dos populares smartphones e de tantos outros aplicativos que "filtram" e dão mais cores à realidade. Esse processo passou a ser chamado de "hiperdocumentação" do cotidiano.

Os "instagramers" (usuários da rede social Instagram que cuida do compartilhamento de imagens) são motivados pelo desejo de serem valorizado socialmente através das imagens postadas, abrindo mão de sua própria privacidade.

insta

Por dia, em todo o mundo, são publicadas 40 milhões de fotos no Instagram, que possui 90 milhões de usuários ativos por mês, segundo dados recentes da empresa (que não revela números do Brasil).

Para o fotógrafo Carlos Recuero, professor da UCPel (Universidade Católica de Pelotas) e pesquisador do tema, os álbuns virtuais têm a mesma função dos antigos álbuns de papel. A diferença (e o que motiva mais a mania) é a repercussão. "Não é mais preciso esperar as visitas em casa para mostrar as fotos", diz.

Essa banalização de cliques é positiva, na visão de Wagner Souza e Silva, fotógrafo e professor da USP.

"A fotografia data de 1839, mas acho que está sendo descoberta agora. Fotografar está deixando de ser documentar grandes fatos. Pequenas histórias do dia a dia passam a ter valor informativo. Isso não pode ser desprezado."

Para Andréa Jotta, psicóloga do Núcleo de Pesquisa de Psicologia em Informática da PUC-SP, o hábito pode ser prejudicial quando registrar fica mais importante do que aproveitar a experiência. "O estímulo para fotografar não deve ser só exibir a imagem. Ninguém precisa acompanhar sua vida amiúde. Nesse caso, nem você está acompanhando-a de verdade."

Para outros como o analista de redes sociais Rafael Noris,o Instagram é a possibilidade de ver as coisas com os olhos de outras pessoas e por isso a ideia do compartilhamento de fotos nada mais é do que expor a sua visão de mundo por meio de imagens. Rafael é o fundador do grupo Instagramers Campinas, que reúne usuários do aplicativo para encontros de fotografia na cidade e como este existem no mundo outros 300 grupos que se reúnem com o mesmo objetivo.

O problema, segundo a Universidade Humboldt e a Universidade Técnica de Darmastadt, na Alemanha, é que a cada 600 pessoas, três se sentem insatisfeitas com a própria vida depois de publica-las na rede o que significa que as pessoas não filtram o que vão compartilhar com os amigos e quando não são bem aceitas publicamente por isso sentem-se frustradas.

Para mudar um pouco este quadro trouxemos algumas dicas para que você não se torne um ”instachato”. Analise cada caso abaixo e veja se você não se encaixa em nenhum desses perfis. Para cada um deles há uma definição que pode ajudar você a auto avaliar e melhorar. Confira:

 

 

com informações de: CatracaLivre

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