E agora?

E agora?

Atualizado: Segunda-feira, 3 Maio de 2010 as 3:04

Jaime Kemp

Jaime,

 Resolvi escrever para você porque estou apavorada e não tenho coragem de conversar com ninguém. Não sei o que fazer e preciso de algumas diretrizes. Namoro um carinha super dez e gosto bastante dele. O namoro foi ficando cada vez mais quente e não deu pra segurar. Agora, já faz vinte dias que a minha menstruação está atrasada. Fiz um exame de farmácia e o resultado deu positivo. Mesmo não querendo acreditar, creio que estou grávida! Meus pais são pessoas boas, mas muito rigorosos. Não sei como contar para eles.

- E agora?!

- O que eu faço?"

Fabíola

Um dos propósitos mais lindos de Deus para nossa sexualidade é exatamente a possibilidade de procriarmos. Entretanto, uma gravidez fora do casamento pode trazer vários tipos de problema. Por mais legais que sejam os seus pais, eles deverão ficar abalados com a notícia. Não quero colocar mais peso em sua situação, mas precisamos falar muito claramente sobre isso.

Em geral, não recomendo a uma garota que tenha engravidado do namorado que se case com ele apenas para tentar encobrir o constrangimento, ou para libertar-se da pressão da família, ou ainda, para obrigar o namorado a ficar com ela. Já observei que vários casamentos realizados por esses motivos não dão muito certo.

Quando um casal se vê diante da realidade de uma gravidez fora do casamento, procura tomar algumas decisões (o que de fato é necessário), entre elas:

Pensam em se casar o mais depressa possível - ... Enquanto a barriga ainda não está tão grande, nem o constrangimento. Isso é perigoso, pois nem os jovens, nem seus pais estão preparados emocional nem financeiramente para um casamento inesperado. Isso pode significar problemas à vista, mas é uma opção.

Assumir a criança sozinha -é o que a mulher geralmente faz. Quando se é ainda adolescente, a solução é continuar morando com os pais. Isso pode provocar desentendimentos sobre como cuidar e educar o bebê e, até, sobre o procedimento da garota dali para frente.

Entregar o bebê para adoção -quando os pais e os adolescentes não têm condições financeiras, estrutura emocional, física e nem vontade de cuidar da criança que está para  chegar, essa é outra possibilidade. Apesar de ser uma decisão dolorosa, muitas vezes será a mais adequada para proteger a criança.

Aborto - para mim, esta não deve nem ser considerada opção. Muitos jovens são levados a tomar esse caminho por acharem que é mais fácil e rápido,"menos complicado para todos". Mas  a verdade é que sempre haverá prejuízo emocional para aqueles que se decidem pelo aborto. Acrescentar à situação já complicada a culpa de tirar uma vida humana, aumentará o sofrimento mais do que se imagina. Deus é soberano, mesmo numa situação difícil como é torna-se pai e mãe na adolescência.

Fale com Deus, reconheça seu erro e peça perdão. Esta é a primeira coisa a ser feita. Ele é Deus perdoador. Só que, mesmo de terem sido perdoados, certamente haverá conseqüências que deverão ser enfrentadas. Além de pedir o perdão de Deus, seu coração só encontrará paz quando você se dispuser a acertar sua vida com as pessoas (inclusive um com o outro e com os pais de cada um).

Uma vez esses passos tomados, descansem. A graça de Deus é tão grande quanto Ele mesmo. E Ele está pronto a perdoar e a fortalecer a sua vida para que você possa enfrentar toda essa barra.

Orando por você

(Artigo escrito com base no original da Revista Gente Teen n0 2, Lar Cristão, 1997

veja também