Educação financeira nas escolas melhora comportamento dos jovens

Educação financeira nas escolas melhora comportamento dos jovens

Atualizado: Terça-feira, 10 Maio de 2011 as 8:51

O ensino de educação financeira nas escolas traz uma influência positiva sobre o conhecimento de economia e o comportamento dos jovens brasileiros. A constatação parte de uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (9) pelo Banco Mundial.

De acordo com o levantamento, efetuado com alunos de escolas públicas participantes da primeira fase do programa piloto de educação financeira da Enef (Estratégia Nacional de Educação Financeira), patrocinado pela BM&FBovespa, houve mudanças significativas tanto nos estudantes entrevistados, como em seus familiares.

Primeira etapa

A pesquisa foi realizada em escolas públicas de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Tocantins, Distrito Federal e Minas Gerais e foi dividida em duas fases. Na primeira, os alunos e seus pais responderam a um questionário com cerca de 150 perguntas a fim de medir o nível de conhecimento e atitudes em relação ao dinheiro.

Segundo o levantamento, 63,1% dos entrevistados costumam direcionar seus recursos para a compra de roupas, enquanto 45,7% gastam com lazer, 37,1% com lanches, 23,4% com alimentação e 18,8% com transporte.

A pesquisa também mostrou que apenas 61% negociam a forma de pagamento e 35% dos estudantes não pesquisam modelos ou marcas semelhantes antes de comprar.

Os hábitos de poupança também foram avaliados: somente 15,7% costumam guardar dinheiro para projetos futuros.

Segunda etapa

Na segunda etapa, foram introduzidas nas escolas participantes conceitos de educação financeira. Entretanto, apenas metade dos jovens recebeu as atividades para que pudesse ser feita a comparação.

De acordo com os resultados da pesquisa, os alunos que receberam conceitos financeiros desenvolveram mais habilidades para entender contextos econômicos, como a análise do orçamento familiar.

O entendimento sobre o que era inflação, por exemplo, que antes era compreendido por 33% dos entrevistados, atingiu 36% dos alunos que tiveram as aulas. “Apesar de as diferenças não serem acentuadas, estamos felizes pelos resultados, pois o Brasil foi o País onde mais se constatou o impacto da educação financeira se comparado com os demais países que passaram por esse mesmo teste”, afirmou o especialista sênior do Banco Mundial, Rogelio Marchetti.

Maior alfabetização financeira

Ainda de acordo com o levantamento, estudantes do sexo feminino tiveram maior nível de alfabetização financeira, assim como alunos com melhor condição socioeconômica e com pais que atuam no setor formal da economia.

Já entre os alunos que repetiram, pelo menos, um ano escolar e cujas famílias pertencem a grupos de baixa renda, os níveis de conhecimento nesse tema foram menos assimilados.

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