Eles ganham bem...

Eles ganham bem...

Atualizado: Terça-feira, 28 Setembro de 2010 as 3:02

Completar 18 anos geralmente é associado a uma ideia de liberdade, autonomia e vida adulta. O jovem prestes a completar esta idade simbólica – e importante no que diz respeito à lei brasileira – acredita que, a partir daquele dia, sua vida será bem diferente do que era até então: poderá conduzir veículos, beber, frequentar bares e boates sem o receio de ser barrado na porta pelo segurança troglodita... Muitos esquecem, no entanto, que mesmo ao se tornar legalmente maior de idade, ainda estão morando sob o teto dos pais e sendo sustentados financeiramente pelos mesmos. Mas e se este mesmo jovem já ganhar seu próprio (e bom) dinheiro logo no primeiro emprego...

... Como faz Vitor Caneiro, 23, recém formado no curso de Engenharia? "Isso me traz mais liberdade para passar mais tempo longe deles. Me sinto totalmente autônomo", afirma o rapaz. O jovem, que paga as prestações do carro que decidiu comprar e ainda pretende investir o que sobra, diz ajudar nos gastos da casa"não gastando com ensino, transporte, alimentação e vestuário". Segundo Vitor, ganhar um bom salário quando ainda se é jovem o faz sentir menos sujeito às ordens."Não preciso mais tolerar as regras da casa como horários e dias para sair. Ainda assim os trato como meus pais; como pessoas mais experientes que sabem o que é melhor para mim", completa.

Conflitos

O problema é que nem todos pensam como ele. De acordo com a psicóloga do Grupo Ser Psicoterapia Cristiana Briani Brunoro, o que pode acontecer é o dinheiro ganho pelo filho gerar conflitos entre ele e os progenitores, podendo, inclusive, inverter a hierarquia familiar."[Isso ocorre] principalmente se o dinheiro é visto como símbolo de poder na família. Nesse caso, quem dá as regras é quem dá mais poder", explica a especialista."O conflito passa a ser prejudicial nas famílias que exercem seu poder uns sobre os outros utilizando o ganho financeiro como ‘moeda’ de valor: quem ganha mais, vale mais".

“Se essa é a moeda, o jovem realmente pode querer dar as ordens e subjugar, assim como pode ter sido um dia menosprezado por ser dependente economicamente. Esse modelo do valor econômico, que se sobrepõe ao valor da pessoa, traz obstáculos ao desenvolvimento emocional de cada membro da família. Todos podem ficar atrelados a mensagem de que com dinheiro se conquista tudo na vida, o que é uma falsa premissa de felicidade", diz.

Falsa ou não, foi acreditando nisso que Renato*, 21, cresceu. Segundo o rapaz, desde que é muito jovem sempre foi"rebelde", não aceitando"quieto" algumas decisões de seus pais que ele achava"absurdas"."Só que quando eu reclamava, sempre ouvia do meu pai: ‘quando você tiver seu próprio dinheiro você decide algo. Por enquanto você obedece as minhas regras’", lembra. As vezes que ele ouviu tais"ditaduras" foram tantas que, ainda de acordo com Renato, a frase virou um objetivo de vida."Decidi então que começaria a ganhar dinheiro o mais rápido possível para tirar a razão de alguém que me dissesse isso", recorda. E conseguiu. Foi efetivado recentemente em um banco multinacional. Com seu salário, conta, já consegue pagar por suas viagens, roupas e carro."Agora quem dá as ordens para mim mesmo sou eu", completa.

Dinheiro x autonomia

Como explica a Dra. Cristiana, essa ideia de que o dinheiro traz autonomia não passa de ilusão."Completar 18 anos não é passaporte para a maioridade, bem como ganhar seu próprio dinheiro não garante autonomia. Sentir-se em condições emocionais de conquistar, com responsabilidade, aquilo que deseja nas diversas esferas da vida, seja em um relacionamento amoroso ou um emprego que auxilie seu desenvolvimento é o que propicia a um jovem a entrada no mundo adulto, um lugar em sua própria família de respeito e reconhecimento", ensina.

Segundo ela, o dinheiro vem como"consequência" das escolhas feitas."Assim, uma pessoa pode ter um excelente salário e não ser autônoma, pois não sabe lidar com o que ganha de modo construtivo", conclui. Vitor parece saber."Levo em consideração as opiniões deles [dos pais]", diz o rapaz, que já planeja o futuro."Depois de pagar meu carro, pretendo sair de casa". Daí sim virá a liberdade plena.

Completar 18 anos geralmente é associado a uma ideia de liberdade, autonomia e vida adulta. O jovem prestes a completar esta idade simbólica – e importante no que diz respeito à lei brasileira – acredita que, a partir daquele dia, sua vida será bem diferente do que era até então: poderá conduzir veículos, beber, frequentar bares e boates sem o receio de ser barrado na porta pelo segurança troglodita... Muitos esquecem, no entanto, que mesmo ao se tornar legalmente maior de idade, ainda estão morando sob o teto dos pais e sendo sustentados financeiramente pelos mesmos. Mas e se este mesmo jovem já ganhar seu próprio (e bom) dinheiro logo no primeiro emprego...

... Como faz Vitor Caneiro, 23, recém formado no curso de Engenharia? "Isso me traz mais liberdade para passar mais tempo longe deles. Me sinto totalmente autônomo", afirma o rapaz. O jovem, que paga as prestações do carro que decidiu comprar e ainda pretende investir o que sobra, diz ajudar nos gastos da casa"não gastando com ensino, transporte, alimentação e vestuário". Segundo Vitor, ganhar um bom salário quando ainda se é jovem o faz sentir menos sujeito às ordens."Não preciso mais tolerar as regras da casa como horários e dias para sair. Ainda assim os trato como meus pais; como pessoas mais experientes que sabem o que é melhor para mim", completa.

Conflitos

O problema é que nem todos pensam como ele. De acordo com a psicóloga do Grupo Ser Psicoterapia Cristiana Briani Brunoro, o que pode acontecer é o dinheiro ganho pelo filho gerar conflitos entre ele e os progenitores, podendo, inclusive, inverter a hierarquia familiar."[Isso ocorre] principalmente se o dinheiro é visto como símbolo de poder na família. Nesse caso, quem dá as regras é quem dá mais poder", explica a especialista."O conflito passa a ser prejudicial nas famílias que exercem seu poder uns sobre os outros utilizando o ganho financeiro como ‘moeda’ de valor: quem ganha mais, vale mais".

“Se essa é a moeda, o jovem realmente pode querer dar as ordens e subjugar, assim como pode ter sido um dia menosprezado por ser dependente economicamente. Esse modelo do valor econômico, que se sobrepõe ao valor da pessoa, traz obstáculos ao desenvolvimento emocional de cada membro da família. Todos podem ficar atrelados a mensagem de que com dinheiro se conquista tudo na vida, o que é uma falsa premissa de felicidade", diz.

Falsa ou não, foi acreditando nisso que Renato*, 21, cresceu. Segundo o rapaz, desde que é muito jovem sempre foi"rebelde", não aceitando"quieto" algumas decisões de seus pais que ele achava"absurdas"."Só que quando eu reclamava, sempre ouvia do meu pai: ‘quando você tiver seu próprio dinheiro você decide algo. Por enquanto você obedece as minhas regras’", lembra. As vezes que ele ouviu tais"ditaduras" foram tantas que, ainda de acordo com Renato, a frase virou um objetivo de vida."Decidi então que começaria a ganhar dinheiro o mais rápido possível para tirar a razão de alguém que me dissesse isso", recorda. E conseguiu. Foi efetivado recentemente em um banco multinacional. Com seu salário, conta, já consegue pagar por suas viagens, roupas e carro."Agora quem dá as ordens para mim mesmo sou eu", completa.

Dinheiro x autonomia

Como explica a Dra. Cristiana, essa ideia de que o dinheiro traz autonomia não passa de ilusão."Completar 18 anos não é passaporte para a maioridade, bem como ganhar seu próprio dinheiro não garante autonomia. Sentir-se em condições emocionais de conquistar, com responsabilidade, aquilo que deseja nas diversas esferas da vida, seja em um relacionamento amoroso ou um emprego que auxilie seu desenvolvimento é o que propicia a um jovem a entrada no mundo adulto, um lugar em sua própria família de respeito e reconhecimento", ensina.

Segundo ela, o dinheiro vem como"consequência" das escolhas feitas."Assim, uma pessoa pode ter um excelente salário e não ser autônoma, pois não sabe lidar com o que ganha de modo construtivo", conclui. Vitor parece saber."Levo em consideração as opiniões deles [dos pais]", diz o rapaz, que já planeja o futuro."Depois de pagar meu carro, pretendo sair de casa". Daí sim virá a liberdade plena.

Completar 18 anos geralmente é associado a uma ideia de liberdade, autonomia e vida adulta. O jovem prestes a completar esta idade simbólica – e importante no que diz respeito à lei brasileira – acredita que, a partir daquele dia, sua vida será bem diferente do que era até então: poderá conduzir veículos, beber, frequentar bares e boates sem o receio de ser barrado na porta pelo segurança troglodita... Muitos esquecem, no entanto, que mesmo ao se tornar legalmente maior de idade, ainda estão morando sob o teto dos pais e sendo sustentados financeiramente pelos mesmos. Mas e se este mesmo jovem já ganhar seu próprio (e bom) dinheiro logo no primeiro emprego...

... Como faz Vitor Caneiro, 23, recém formado no curso de Engenharia? "Isso me traz mais liberdade para passar mais tempo longe deles. Me sinto totalmente autônomo", afirma o rapaz. O jovem, que paga as prestações do carro que decidiu comprar e ainda pretende investir o que sobra, diz ajudar nos gastos da casa"não gastando com ensino, transporte, alimentação e vestuário". Segundo Vitor, ganhar um bom salário quando ainda se é jovem o faz sentir menos sujeito às ordens."Não preciso mais tolerar as regras da casa como horários e dias para sair. Ainda assim os trato como meus pais; como pessoas mais experientes que sabem o que é melhor para mim", completa.

Conflitos

O problema é que nem todos pensam como ele. De acordo com a psicóloga do Grupo Ser Psicoterapia Cristiana Briani Brunoro, o que pode acontecer é o dinheiro ganho pelo filho gerar conflitos entre ele e os progenitores, podendo, inclusive, inverter a hierarquia familiar."[Isso ocorre] principalmente se o dinheiro é visto como símbolo de poder na família. Nesse caso, quem dá as regras é quem dá mais poder", explica a especialista."O conflito passa a ser prejudicial nas famílias que exercem seu poder uns sobre os outros utilizando o ganho financeiro como ‘moeda’ de valor: quem ganha mais, vale mais".

“Se essa é a moeda, o jovem realmente pode querer dar as ordens e subjugar, assim como pode ter sido um dia menosprezado por ser dependente economicamente. Esse modelo do valor econômico, que se sobrepõe ao valor da pessoa, traz obstáculos ao desenvolvimento emocional de cada membro da família. Todos podem ficar atrelados a mensagem de que com dinheiro se conquista tudo na vida, o que é uma falsa premissa de felicidade", diz.

Falsa ou não, foi acreditando nisso que Renato*, 21, cresceu. Segundo o rapaz, desde que é muito jovem sempre foi"rebelde", não aceitando"quieto" algumas decisões de seus pais que ele achava"absurdas"."Só que quando eu reclamava, sempre ouvia do meu pai: ‘quando você tiver seu próprio dinheiro você decide algo. Por enquanto você obedece as minhas regras’", lembra. As vezes que ele ouviu tais"ditaduras" foram tantas que, ainda de acordo com Renato, a frase virou um objetivo de vida."Decidi então que começaria a ganhar dinheiro o mais rápido possível para tirar a razão de alguém que me dissesse isso", recorda. E conseguiu. Foi efetivado recentemente em um banco multinacional. Com seu salário, conta, já consegue pagar por suas viagens, roupas e carro."Agora quem dá as ordens para mim mesmo sou eu", completa.

Dinheiro x autonomia

Como explica a Dra. Cristiana, essa ideia de que o dinheiro traz autonomia não passa de ilusão."Completar 18 anos não é passaporte para a maioridade, bem como ganhar seu próprio dinheiro não garante autonomia. Sentir-se em condições emocionais de conquistar, com responsabilidade, aquilo que deseja nas diversas esferas da vida, seja em um relacionamento amoroso ou um emprego que auxilie seu desenvolvimento é o que propicia a um jovem a entrada no mundo adulto, um lugar em sua própria família de respeito e reconhecimento", ensina.

Segundo ela, o dinheiro vem como"consequência" das escolhas feitas."Assim, uma pessoa pode ter um excelente salário e não ser autônoma, pois não sabe lidar com o que ganha de modo construtivo", conclui. Vitor parece saber."Levo em consideração as opiniões deles [dos pais]", diz o rapaz, que já planeja o futuro."Depois de pagar meu carro, pretendo sair de casa". Daí sim virá a liberdade plena.

Completar 18 anos geralmente é associado a uma ideia de liberdade, autonomia e vida adulta. O jovem prestes a completar esta idade simbólica – e importante no que diz respeito à lei brasileira – acredita que, a partir daquele dia, sua vida será bem diferente do que era até então: poderá conduzir veículos, beber, frequentar bares e boates sem o receio de ser barrado na porta pelo segurança troglodita... Muitos esquecem, no entanto, que mesmo ao se tornar legalmente maior de idade, ainda estão morando sob o teto dos pais e sendo sustentados financeiramente pelos mesmos. Mas e se este mesmo jovem já ganhar seu próprio (e bom) dinheiro logo no primeiro emprego...

... Como faz Vitor Caneiro, 23, recém formado no curso de Engenharia? "Isso me traz mais liberdade para passar mais tempo longe deles. Me sinto totalmente autônomo", afirma o rapaz. O jovem, que paga as prestações do carro que decidiu comprar e ainda pretende investir o que sobra, diz ajudar nos gastos da casa"não gastando com ensino, transporte, alimentação e vestuário". Segundo Vitor, ganhar um bom salário quando ainda se é jovem o faz sentir menos sujeito às ordens."Não preciso mais tolerar as regras da casa como horários e dias para sair. Ainda assim os trato como meus pais; como pessoas mais experientes que sabem o que é melhor para mim", completa.

Conflitos

O problema é que nem todos pensam como ele. De acordo com a psicóloga do Grupo Ser Psicoterapia Cristiana Briani Brunoro, o que pode acontecer é o dinheiro ganho pelo filho gerar conflitos entre ele e os progenitores, podendo, inclusive, inverter a hierarquia familiar."[Isso ocorre] principalmente se o dinheiro é visto como símbolo de poder na família. Nesse caso, quem dá as regras é quem dá mais poder", explica a especialista."O conflito passa a ser prejudicial nas famílias que exercem seu poder uns sobre os outros utilizando o ganho financeiro como ‘moeda’ de valor: quem ganha mais, vale mais".

“Se essa é a moeda, o jovem realmente pode querer dar as ordens e subjugar, assim como pode ter sido um dia menosprezado por ser dependente economicamente. Esse modelo do valor econômico, que se sobrepõe ao valor da pessoa, traz obstáculos ao desenvolvimento emocional de cada membro da família. Todos podem ficar atrelados a mensagem de que com dinheiro se conquista tudo na vida, o que é uma falsa premissa de felicidade", diz.

Falsa ou não, foi acreditando nisso que Renato*, 21, cresceu. Segundo o rapaz, desde que é muito jovem sempre foi"rebelde", não aceitando"quieto" algumas decisões de seus pais que ele achava"absurdas"."Só que quando eu reclamava, sempre ouvia do meu pai: ‘quando você tiver seu próprio dinheiro você decide algo. Por enquanto você obedece as minhas regras’", lembra. As vezes que ele ouviu tais"ditaduras" foram tantas que, ainda de acordo com Renato, a frase virou um objetivo de vida."Decidi então que começaria a ganhar dinheiro o mais rápido possível para tirar a razão de alguém que me dissesse isso", recorda. E conseguiu. Foi efetivado recentemente em um banco multinacional. Com seu salário, conta, já consegue pagar por suas viagens, roupas e carro."Agora quem dá as ordens para mim mesmo sou eu", completa.

Dinheiro x autonomia

Como explica a Dra. Cristiana, essa ideia de que o dinheiro traz autonomia não passa de ilusão."Completar 18 anos não é passaporte para a maioridade, bem como ganhar seu próprio dinheiro não garante autonomia. Sentir-se em condições emocionais de conquistar, com responsabilidade, aquilo que deseja nas diversas esferas da vida, seja em um relacionamento amoroso ou um emprego que auxilie seu desenvolvimento é o que propicia a um jovem a entrada no mundo adulto, um lugar em sua própria família de respeito e reconhecimento", ensina.

Segundo ela, o dinheiro vem como"consequência" das escolhas feitas."Assim, uma pessoa pode ter um excelente salário e não ser autônoma, pois não sabe lidar com o que ganha de modo construtivo", conclui. Vitor parece saber."Levo em consideração as opiniões deles [dos pais]", diz o rapaz, que já planeja o futuro."Depois de pagar meu carro, pretendo sair de casa". Daí sim virá a liberdade plena.

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