Escolas norte-americanas acreditam que melhores amigos podem ser prejudiciais

Escolas norte-americanas acreditam que melhores amigos podem ser prejudiciais

Atualizado: Terça-feira, 6 Julho de 2010 as 1:59

Com o intuito de prevenir casos de bullying, agressões físicas e verbais praticadas e sofridas por crianças e adolescentes, escolas norte-americanas estão desencorajando as relações de "melhor amigo" entre crianças. Segundo a linha de pensamento de alguns diretores e psicólogos de colégios dos Estados Unidos, esse tipo de amizade pode ser prejudicial, pois a dupla de amigos pode ser destrutiva para os outros da turma.

Jan Mooney, psicóloga de uma escola de classe alta nova-iorquina, faz parte do grupo que acredita que o fim do "melhor amigo" pode ser benéfico. Em entrevista para o jornal New York Times, Jan falou sobre o assunto.

- Quando dois amigos descobrem um laço especial entre eles, nós achamos legal, contanto que elas não excluam outros jovens deste ciclo. Se descobrirmos que a relação de amizade está sendo destrutiva para os outros, não hesitaremos em separá-la e também chamaremos os pais dos melhores amigos.

Christine Laycob, diretora de uma escola em Saint Louis, acha que quanto maior o círculo de amizade, melhor para a criança.

- Conversamos com os jovens e trabalhamos para que eles tenham um grupo maior de colegas e que não sejam tão possessivos com os amigos.

Entretanto, alguns psicopedagogos acreditam que o fim do "melhor amigo" pode ser prejudicial para as futuras relações do jovem. O piscólogo Brett Laursen, professor da Universidade Florida Atlantic, não estimula essa nova maneira de pensar as relações de amizade.

- Realmente queremos estimular esse tipo de relação superficial entre as crianças? É assim que queremos educar nossos filhos? Imagine as implicações para as relações românticas. Queremos que as crianças sejam boas em relações próximas e não nas superficiais.

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