Especialista ensina como evitar comprar roupas por impulso

Especialista ensina como evitar comprar roupas por impulso

Atualizado: Quinta-feira, 24 Março de 2011 as 11:01

Uma pesquisa mostra que a família brasileira está gastando mais dinheiro com roupa do que com educação. E quem faz subir esses números são as mulheres, que não resistem à tentação de uma bela vitrine.

"Toda semana eu quero uma roupa nova", reconhece Talita. "Se tem liquidações, eu vou comprando e me perco. Não sei a quantidade que eu compro por semana de roupas", admite Lizete.

Como controlar o impulso de uma mulher quando ela está em uma loja de roupas? Júlia revela que já conseguiu comprar 29 peças de uma só vez em um mesmo lugar por puro impulso.

Detalhe: Júlia é modelo e não tem uma renda fixa. Ela dividiu as compras em cinco vezes, mas não sabe se vai ter dinheiro daqui a cinco meses para pagar as prestações. A modelo comprou na semana passada, e já tem peça que é forte candidata ao esquecimento.

Júlia, Talita e Lizete se descontrolam diante de uma vitrine, mas elas não estão sozinhas. Segundo pesquisa da Federação do Comércio (Fecomércio), a família brasileira está gastando mais com vestuário do que com educação: 6% da renda vão para roupas, e 4%, para o ensino.

E são as mulheres as grandes responsáveis por esse gasto. As mulheres do Sul saem na frente. Elas gastam, em média, R$ 48 por mês. "Eu acho que eu devo ter comprado umas quatro ou cinco peças de roupa no mês passado", diz Liziane.

As mais controladas são as nordestinas, que gastam R$ 31 por mês. "A gente tem que ter bastante cuidado, porque tem outros compromissos, mas eu gasto 20%, mais ou menos, do meu salário com roupa e sapato".

No interior de São Paulo, para não se perder no meio de tanta roupa, Talita apelou para a tecnologia. Ela fotografou todas suas peças e um programa que funciona no seu celular ajuda a fazer as combinações. "Eu tenho cadastradas por volta de umas 130 roupas e uns 20 calçados. Então, a gente procura e monta o look. Chega em casa, já pega ele, toma um banho e coloca e sai".

Para Lizete, não é tão simples assim. Ela mora em uma casa com dois quartos e são todos bem servidos de guarda-roupa. Em um deles, ela tem sete portas de armário e sete gavetas grandes. No outro quarto, ela tem mais dez portas de armário e mais dez gavetas.

Dentro do armário, ela tem quatro blusas praticamente iguais, só o que muda é a cor. Ela reconhece que comprou as blusas há quatro meses e não usou nenhuma delas.

Há muito tempo com a conta no vermelho, Joana radicalizou. Fez uma promessa de ficar um ano sem comprar nada. E criou um blog para dividir o desafio com outras meninas. "Eu sabia que em algum momento eu ia ceder à tentação de comprar alguma coisa e falei: ‘Pelo menos se tiver alguém me vigiando nessa saga junto comigo, eu vou conseguir ir mais longe no meu desafio’ e acabou que eu estou usando coisas que eu não usava antes", conta.

Lizete precisou da ajuda de uma especialista. Depois do susto com o guarda-roupa, a consultora de moda Mirela Lacerda dá dicas para que Lizete nunca mais diga a seguinte frase: "Estou sem roupa, nenhuma roupa me agrada".

Segundo a especialista, quando a mulher chegar na loja deve sempre experimentar a roupa. "Isso é o primeiro erro, porque, às vezes, a gente vê a peça na vitrine, mas chega em casa e não fica bem", aponta.

Para evitar o impulso a dica é se planejar para comprar. "Evite ir ao shopping no sábado, que é um dia cheio, de lojas cheias. Tem que realmente comprar de acordo com o que você vai usar para não estar desperdiçando dinheiro, e hoje em dia não dá para estar fazendo isso", afirma Lizete.

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