Esportes Radicais: Viva as emoções do BMX

Esportes Radicais: Viva as emoções do BMX

Atualizado: Quarta-feira, 20 Abril de 2011 as 2:25

A História conta que Leonardo da Vinci reuniu em seu calhamaço de projetos alguns esboços que poderiam ser associados ao que chamamos hoje de bicicleta. Mal sabia ele que o invento não sairia de cena séculos depois.

De acordo com a Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Bicicletas, existem cerca de 50 milhões de bicicletas no país.

Em tempos de produção acelerada de veículos e modernização do transporte público, é interessante notar que as magrelas não ficam por baixo: o Brasil é o terceiro produtor mundial, atrás da China e Índia e está em quinto lugar entre os países que mais as consomem.

Muito mais que meio de transporte e objeto para o lazer, a bicicleta é personagem principal em algumas modalidades esportivas. Uma das mais radicais é o BMX, ou Bicicross, uma espécie de corrida em pistas de terras com relevos e depressões ou a prática em rampas de madeira e concreto.

O esporte surgiu nos anos 60 na Califórnia, oeste dos EUA, quando crianças munidas de suas bicicletas começaram a imitar seus ídolos de motocross. É considerado modalidade olímpica desde 2008.

Para praticar o BMX é necessário o uso de uma bicileta apropriada: são feitas de alumínio durável e têm o porte bastante menor que bicicletas comuns – as rodas, por exemplo, têm cerca de 20 polegadas de diâmetro e o tamanho do selim muda de acordo com a modalidade.

Principais modalidades do BMX:

- Race ou corrida: A pista para a prática é muito semelhante à usada no MotoCross, com a diferença no tipo de terra. Para o MotoCross o solo tende a ser mais úmido enquanto que a modalidade "race" do BMX, a terra precisa ser mais argilosa e compacta, para evitar que a bicicleta atole na lama.

- Freestyle: Dentro da modalidade existem cinco divisões. São elas: "dirt jump" - saltos acrobáticos com a utilização de rampas de até 3 metros; "flatland" - acrobacias desempenhadas em superfícies pavimentadas, realizando giros e mantendo o equilíbrio; "park" - acrobacias realizadas rampas e outros obstáculos, de modo que as manobras sejam realizadas de um obstáculo a outro com a máxima fluidez possível; "vert" - há necessidade de uma rampa com pelo menos uma parte completamente vertical e "street" - modalidade que consiste em interagir com obstáculos naturais, ou seja, já existentes na cidade (bancos de praça, corrimões e escadarias, por exemplo).

Assista ao vídeo que mostra mais detalhes sobre a modalidade.

veja também