A ética e o equilíbrio do amor

A ética e o equilíbrio do amor

Atualizado: Sexta-feira, 16 Março de 2012 as 9:53

Casais e 'não-casais' discutem sobre o quanto se deve ceder num relacionamento e o quanto cada um deve se impor. Esse parece ser um dos desafios mais complicados dos relacionamentos atuais.

Manter as amizades exatamente como eram antes ou afastar-se dos amigos? Contar tudo ou manter sua privacidade a despeito da opinião do outro? Entrar na onda do 'tem que me aceitar como sou' ou tornar-se flexível às situações?

Muitas vezes ceder é melhor do que enrijecer e desgastar a relação. Que o digam as pessoas mais velhas que já tiveram diversas experiências e viram, na prática, que é difícil encontrar alguém com quem tenha uma sintonia que valha a pena.

O problema é que alguns teimosos acabam confundindo desejos autênticos com caprichos e exageram na dose do egoísmo. Confundem concessão com submissão e não se dão conta que agir de modo coerente é que vale a pena.

Rosana Braga, cultora de relacionamentos, dá uma sugestão: "Diante de conflitos com a pessoa amada – permita-se uma autoanálise mais cuidadosa e honesta. Em primeiro lugar, lembre-se de considerar seus sentimentos e suas atitudes antes de julgar e condenar as do outro. Ciúme, insegurança e medo de ser enganado são “pedras” que costumam parar em qualquer sapato e incomodar a quase todos, indistintamente. Ou seja: respeite a dor do outro exatamente como gostaria que respeitassem a sua".

A partir daí respeite suas escolhas. Se optou em manter as amizades, faça isso. O que mudará são os programas que faziam, o que não quer dizer que não fará programa algum com eles. E os amigos de verdade entenderão a nova situação.

Trabalharem juntos em busca do equilíbrio no relacionamento é a chave para o sucesso. "Ouvir o que o outro está dizendo sem se defender o tempo todo, reconhecer suas concessões, valorizar suas qualidades e mudar para melhor a cada conversa são decisões infalíveis", diz Rosana.


com informações do Par Perfeito 

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