Exposição permite que público curta quadros nas redes sociais

Exposição permite que público curta quadros nas redes sociais

Atualizado: Sexta-feira, 22 Julho de 2011 as 10:26

Já imaginou se você pudesse usar o recurso “Curtir” do Facebook na vida real? Até o dia 7 de agosto fica em cartaz em São Paulo a exposição “Misfits - Inadaptados”, do artista plástico Carlos Pompeu. A mostra apresenta pinturas a óleo de rostos de reis, rainhas, príncipes e princesas africanos. Inspirado em "Espelhos - uma história quase universal", do escritor Eduardo Galeano, Pompeu recriou fisionomias a partir de imagens observadas em seu cotidiano, em ilustrações de livros, e até mesmo extraídas de avatares na internet, utilizando tinta branca sobre tela negra e tinta a óleo, carvão e grafite sobre papel.

Durante a exposição, aproximando o smartphone de pinturas inspiradas no trabalho do escritor Eduardo Galeano, o visitante pode publicar automaticamente uma mensagem em seu Facebook ou Twitter dizendo que presenciou a mostra e que curtiu determinadas peças de arte.

O procedimento é simples: ao lado de cada pintura, haverá um QR code (um código, gerado pelo aplicativo Social4Real, que pode ser lido por este tipo de aparelho). Basta que o convidado aproxime seu smartphone do QR Code associado à sua obra predileta e o aplicativo publica, automaticamente, uma mensagem em seu perfil, informando que ele esteve na exposição e que elegeu aquela arte como uma de suas favoritas. Caso o visitante não esteja logado em sua página nas redes sociais, será preciso apenas inserir login e senha para que o Social4Real reconheça sua identificação.

Entre os destaques da exposição, está a pintura do rosto de uma pessoa negra, visualizado através de riscos brancos sobre um fundo preto. Na verdade, trata-se de uma ilusão de ótica, já que na técnica serigráfica utilizada por Pompeu o processo foi exatamente o contrário: tinta preta foi aplicada sobre papel branco. Segundo o artista plástico, suas obras revelam outro olhar sobre homens e mulheres expatriados contra a vontade. “Imagine que eram professores universitários, reis e rainhas e foram trazidos para trabalhar no Brasil. Essa é uma visão bem distinta da atual, que retrata nossos ancestrais africanos apenas como tribos dispersas em uma guerra entre si” conta o Pompeu.

SERVIÇO

Local: QAZ Street Art

Endereço: Rua Mato Grosso, 306, loja 09.

Dia: até 7 de agosto

Horário: de quarta a sexta, das 14h às 20h; sábado, das 10h às 14h

Entrada Franca

Informações pelo site: http://www.qazstreetart.com/?p=397    

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