Garotas não devem sufocar seus namorados, aconselha Japinha do CPM22

Garotas não devem sufocar seus namorados, aconselha Japinha do CPM22

Atualizado: Terça-feira, 24 Agosto de 2010 as 8:20

Ricardo Japinha, mais conhecido por ser o baterista da banda CPM22, também resolveu se arriscar no mundo das letras e acaba de lançar o livro Qual é a Dele?, que compila vários conselhos para meninas. O músico escreve dicas para adolescentes desde 2005, quando deu início a uma coluna na revista teen Atrevida. De lá para cá, Japinha reparou que havia muitos textos guardados e resolveu separá-los por tema e compilar todos em um livro.

- Comecei a observar que os textos que escrevia começaram a ficar numerosos no meu HD. Imaginei que poderiam compor uma coletânea ou até mesmo um livro, já que todo mês escrevia um pouco sobre assuntos relacionados entre eles e para o mesmo público.

Em entrevista para o R7, Japinha fala detalhes sobre o seu livro e ainda revela quais são os problemas mais comuns entre as meninas: “traições, mentiras, desculpas descabidas e por aí vai”. Entretanto, o autor de primeira viagem também diz que muitas meninas costumam pegar pesado com os garotos e que elas precisam ser mais compreensíveis com eles.

- Procuro aconselhá-las a compreendê-los quando as desculpas são o futebol, os amigos e outras atividades que são importantes para eles, ou seja, não sufocá-los.

Leia a entrevista com Japinha na íntegra:

R7 - Como e quando passou a dar conselhos para garotas?

Japinha - Em 2005, na gravação de um clipe do CPM22, o pessoal da revista Atrevida foi cobrir a filmagem e aproveitaram para me entrevistar. No final, depois de comentarem que gostavam dos toques que eu dava para as garotas e de que os conselhos eram bons para a revista, me perguntaram se eu gostaria de colaborar com uma coluna mensal para eles. Lembro bem que uma vez havia lido, em uma revista concorrente, uma coluna que o Dinho Ouro Preto [vocal do Capital Inicial] fazia, e isso me chamou a atenção de forma positiva. Topei e passei a ser colunista da revista. E estou lá até hoje.

R7 - E por que resolveu lançar o livro?

Japinha - De uns anos para cá, comecei a observar que os textos que escrevia começaram a ficar numerosos no meu HD. Imaginei que poderiam compor uma coletânea ou mesmo um livro, já que todo mês escrevia um pouco sobre assuntos relacionados entre eles, para o mesmo público. Dei a ideia para o pessoal da Editora Escala, que passou a sugestão para a Editora Larousse [já que a Escala só edita revistas] e eles aceitaram minha proposta.

R7 - Quais são as maiores queixas das garotas e os conselhos mais comuns que você dá para elas?

Japinha - Com certeza, são as queixas relacionadas aos comportamentos habituais dos garotos, que por muitas vezes as desagradam. Por exemplo, traições, mentiras, desculpas descabidas e por aí vai. Procuro aconselhá-las a compreendê-los quando as desculpas são o futebol, os amigos e outras atividades que são importantes para eles, ou seja, não sufocá-los. E ao mesmo tempo, para ficarem espertas, quando o rapaz der muitos sinais de que realmente não está interessado nela.

R7 - O que achou da experiência de lançar um livro? Pretende investir na carreira de escritor?

Japinha - A experiência está sendo muito interessante e gratificante. É bem diferente de lançar um CD, por exemplo, que envolve mais gente em sua produção. O livro é algo mais particular, que depende mais de mim mesmo, individualmente. Quanto à carreira de escritor, ainda não tenho planos definidos, somente possibilidades e convites. Mas com certeza, parece ser algo fascinante.

R7 - Você já é expert em aconselhar meninas, mas tem alguma dica que gostaria de dar para os garotos também?

Japinha - De certa forma, no meu livro, há muitos aconselhamentos indiretos para os garotos também. Em todas as seções, coloquei minhas opiniões, sempre baseadas no que acho correto e no que pode ser benéfico para eles também. Afinal, são opiniões que resultaram da minha própria experiência pessoal, durante a adolescência e juventude. Procurei colocar especialmente ideias e exemplos que já deram certo em minha vida e que podem, de repente, surtir efeitos positivos para os rapazes também.

Por: Bárbara Stefanelli

veja também