Guia de carreiras: fonoaudiologia

Guia de carreiras: fonoaudiologia

Atualizado: Terça-feira, 22 Março de 2011 as 9:29

Uma área em crescimento e com várias possibilidades de especialização. Esse é o cenário que o fonoaudiólogo recém-formado vai encontrar no mercado atual, segundo a presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo, Thelma Costa.

Formada há cerca de 30 anos, Thelma escolheu atuar na área por gostar de cuidar dos outros. Antes de entrar na faculdade, foi a um consultório e se encantou. Hoje, é representante da categoria e luta pelo aumento da valorização dos fonoaudiólogos. No passado, segundo Thelma, havia profissionais de outras áreas que faziam exames de audição ou diagnósticos apesar de terem outras formações.

Em geral, o fonoaudiólogo trabalha com a comunicação. A audiologia, que estuda tudo que está relacionado à audição e é a área de atuação de Thelma, é apenas uma das possíveis especializações da carreira. Outras opções são a da linguagem oral e escrita, que trabalha com a gagueira ou a grafia inadequada, a motricidade orofacial, no caso de pessoas com a língua projetada ou com problemas de articulação, e a da voz, em que se pode tratar doentes com câncer em hospitais ou atores, políticos e jornalistas que querem se expressar melhor.

"Dá para trabalhar com a pessoa em todas as fases da vida, desde a gravidez, passando pela fase de amamentação, dos cuidados com a alimentação do bebê até o idoso em estado terminal", disse.

Há ainda quem atue na área de disfagia, que ajuda a pessoa a usar a musculatura para se alimentar, por exemplo. Segundo Thelma, as boas chances de trabalho na área, hoje, estão principalmente na saúde coletiva e pública, em que o profissional faz o papel de gestor e cria políticas para as diferentes atuações do fonoaudiólogo. Hoje, de acordo com Thelma, se faz o "teste da orelhinha", que testa a audição da criança após o nascimento, graças ao trabalho de fonoaudiólogos que mostraram a importância do exame.

Dá para trabalhar em hospitais, escolas, empresas de aparelhos auditivos e também em universidades. "Antes todo mundo acha que só dava para ter consultório. Hoje, também dá, mas precisa trabalhar em conjunto com outros profissionais", afirmou.

A remuneração inicial gira em torno de R$ 1.500 a R$ 1.800, de acordo com Thelma. "Tem concursos públicos com remuneração muito boa. Trabalhar como contratado de empresas também paga bem", disse.

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