Guia de esportes radicais pelo mundo

Guia de esportes radicais pelo mundo

Atualizado: Terça-feira, 10 Maio de 2011 as 12:11

MÉXICO

Mergulho em caverna

Um dos esportes mais perigosos que existem, o chamado mergulho técnico, como o nome mesmo diz, exige muita técnica e um roteiro milimetricamente planejado – principalmente em relação ao suprimento de ar - para que nada de errado ocorra. Isso o torna radical de uma maneira diferente, com uma adrenalina obrigatoriamente mais controlada (mas não menos radical). Além disso, apenas profissionais experientes com certificado Full Cave podem praticá-lo.

Os lugares onde se concentram o maior número de cavernas exploráveis para o mergulho são o México e os Estados Unidos, na Flórida. Entre as mexicanas, Dos Ojos, "Dois olhos", figura entre as melhores e maiores do mundo. Ela está localizada a 15 quilômetros de Tulum, no estado de Quintana Roo, e tem duas entradas principais. A partir delas, é possível optar por diferentes caminhos (os "cenotes"), que levam os mergulhadores a paisagens subaquáticas deslumbrantes: de passagens largas, totalmente alagadas e com muitas formações rochosas até outras cheias de ar e proprias para snorkel.

Nessas horas, é ideal ter por perto um guia que conheça bem o local, já que tomar uma direção errada pode trazer graves consequências.

CHINA

Em Macau

Bungee jumping

Quando se pensa em bungee jumping, o primeiro país que vem à mente é a Nova Zelândia. Entretanto, é em Macau que o maior deles está localizado, na Torre de Macau, a 233 metros de altura (equivalente a um prédio de 76 andares!). Já sentiu aquele friozinho na barriga? Então comece a imaginar a sensação de cima da torre, quando o pagamento já foi feito, inúmeros cabos prendem seu corpo e (como assim?) a coragem de 20 minutos atrás desapareceu completamente! O melhor a fazer é saltar, afinal, é difícil ouvir depoimentos de pessoas que não gostaram da experiência.

No bungee jumping de Macau, a queda livre dura de quatro a cinco segundos, a 200 km/h - o que parece rápido demais depois que tudo correu bem e, como você imaginou tantas vezes, a corda não arrebentou. A partir daí, é só sentir a adrenalina e a liberdade do momento, únicas, a aproximadamente 30 metros do chão.

Para pular, a taxa cobrada é de HK$ 1.688 (cerca de US$ 218), e para quem quiser se aventurar novamente, o segundo pulo custa HK$ 588 (cerca de US$ 73). Aberta de segunda a quinta, das 11h às 19h30; nas sextas, das 11h às 21h, e nos fins de semana, das 10h às 21h.

Largo da Torre de Macau, tel. (853) 8988-8656

Estados Unidos

Em Twin Falls

Base jump

Não é à toa que o base jump está no topo da lista dos esportes mais arriscados. Semelhante ao paraquedismo, os esportistas também saltam do alto para abrir o paraquedas e planarem até o pouso. A diferença está na altura. Enquanto os paraquedistas saltam de um avião, a cerca de 4 mil metros do chão, no base jump o lugar escolhido para literalmente despencar é fixo e bem mais baixo - um prédio, uma antena ou um penhasco, por exemplo. Ou seja, sem chances de erro. Tanto que o paraquedas reserva pode ficar em casa: não há tempo suficiente para usá-lo caso o equipamento falhe.

Ao norte da cidade de Twin Falls, nos Estados Unidos, a ponte Perrine é famosa entre os esportistas. Majestosa, tem 457 metros de comprimento e quatro pistas. Agora, entre a estrutura e as águas do Snake River Canyon, que passam sob ela, são apenas 148 metros. Calculando que dessa altura o corpo humano cai a uma velocidade de aproximadamente 100 km/h, os aventureiros têm cerca de 3 segundos para abrir o equipamento e pousar em segurança.

Os saltos podem ser feitos durante o ano inteiro, até o pôr do sol, gratuitamente.

Blue Lakes Boulevard, 858, tel. (208) 733-3974.

CHINA

Na Cordilheira do Himalaia

Alpinismo

Para os alpinistas, escalar o Monte Everest representa a "escalada final". Muitos deles sonham a vida inteira com essa subida, mas nem todos criam coragem para realizá-la. O medo tem fundamento: cerca de 200 pessoas já morreram ao tentar chegar ao topo desta que é a maior montanha do mundo, a 8.850 metros acima do nível do mar.

Os primeiros a realizar a façanha foram o neozelandês Edmund Hillary e o sherpa nepalês Tenzing Norgary, em 1953. Os sherpas, aliás, são os maiores recordistas no Everest. Naturais da região do Himalaia, fronteira do Nepal com o Tibet, tornaram-se os assistentes preferidos dos montanhistas profissionais por mostrarem muita resistência diante das baixas temperaturas.

Entre as dificuldades encontradas pelos escaladores, o frio figura entre as piores. No pico, as temperaturas variam de -36 ºC a -60 ºC, acompanhadas por possíveis ventos fortes, deslocamentos de geleiras e avalanches. A falta de oxigênio também tem de ser enfrentada e pode trazer consequências muito sérias e fatais.

Atualmente, um a cada quatro alpinistas que seguem para o Everest consegue chegar até seu topo. Deles, exigem-se meses de treinamento, um ótimo equipamento e, claro, um bocado de sorte. Quem quiser arriscar e não for profissional também tem chance. Expedições guiadas para a montanha são organizadas por agências de trekking do Nepal e custam a partir de US$ 25 mil (antecedência de, no mínimo, seis meses é recomendável).

ESTADOS UNIDOS

Na Califórnia

Rafting

Na classificação dos melhores rios para a prática de rafting, o nível V é caracterizado por corredeiras extremamente difíceis, longas e violentas, sendo imprescindíveis o reconhecimento pela margem e a montagem de sistemas de segurança. Para os iniciantes, a aventura não é recomendada, mas para os experientes no esporte é sinônimo de grandes emoções. Emoções que não faltam no Cherry Creek, nos Estados Unidos, que se classifica nesse nível e garante uma das descidas mais difíceis.

As águas cristalinas do rio - e, consequentemente, o bote inflável com os corajosos - saem desafiadoras das fendas de um cânion e percorrem um trajeto íngreme entre rochas de granito, descendo mais de 100 metros verticais e passando por 15 corredeiras e quedas enormes. Para realizar o percurso é obrigatório ter mais de 17 anos, estar em boa forma física, ter experiências aquáticas anteriores e saber nadar e trabalhar em equipe.

Para cair nesse desafio, a All-Outdoors California WhiteWaters é uma das poucas agências que operam em Cherry Creek. O pacote de um dia (disponível de junho a agosto), que além da descida inclui guias, lanches e equipamentos, custa, em média, US$ 295 (tel. 1-800-24-72387).

Cherry Creek fica no estado da Califórnia, a cerca de 40 minutos do Parque Nacional de Yosemite e a 3h30 de São Francisco

RIO DE JANEIRO

Em Pedra Bonita

Asa-delta

O Rio de Janeiro continua lindo? Que tal verificar isso do céu? Por mais que a cidade enfrente problemas com a violência, é inegável que sua beleza natural continua impressionante. Imagine então visualizar a Cidade Maravilhosa de um ângulo mais amplo - a bordo de uma asa-delta. O ano inteiro, principalmente entre novembro e maio (verão), a capital carioca recebe cerca de 10 mil turistas interessados nessa prática.

Isso porque uma das rampas de voo mais tradicionais e famosas no Brasil é a Pedra Bonita, no bairro de São Conrado. A vista que se alcança ao saltar dela abrange grandes ícones turísticos como o Corcovado, o Pão de Açúcar, a Pedra da Gávea e o Dois Irmãos, fora as praias e o oceano azul. E uma dica: mesmo com tantos atrativos para ver, não se esqueça de fechar os olhos por alguns momentos, curtir o vento batendo no rosto e, por que não, soltar a imaginação. Para inexperientes, é permitido o voo duplo, acompanhado por um piloto especializado, responsável pelo controle da asa-delta e pelas medidas de segurança. O passeio dura de 12 a 30 minutos.

Lembrando que, como em qualquer esporte radical, os riscos da prática são grandes. Para evitar qualquer transtorno, é importante procurar agências especializadas e verificar se o piloto é habilitado e se os equipamentos estão em boas condições. Um voo custa, em média, R$ 250 (para fotos e filmagens, há um acréscimo).

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