Homem processa Facebook por autorizar a entrada de sua filha na rede

Homem processa Facebook por autorizar a entrada de sua filha na rede

Atualizado: Quinta-feira, 8 Setembro de 2011 as 4:11

Embora o Facebook proíba a entrada de crianças com menos de 13 anos em sua rede, ele não toma nenhuma providência para mantê-las longe. Essa é a principal acusação de um cidadão da Irlanda do Norte, que decidiu mover uma ação contra a empresa após descobrir que sua filha de 12 anos tinha um perfil na plataforma.

O pai ficou especialmente irritado ao visualizar as fotos postadas pela menina. Sua advogada, Hilary Carmichel, explica: "Ela aparece muito produzida, em poses provocativas, aparentando ser muito mais velha", afirmou ao portal da BBC. Isso colocaria a criança em risco, principalmente por ela incluir no perfil detalhes pessoais, como a escola que frequenta.

Por conta disso, o Facebook terá de enfrentar um processo por negligência. Para Carmichel, o portal teria como evitar incidentes do tipo; bastaria exigir a inserção de uma identificação - como o número do passaporte - para checar a real idade do usuário. Por enquanto, para enganar o sistema, a criança só precisa selecionar um ano de nascimento diferente do seu.

Ao periódico britânico Daily Mail, o pai admitiu que a menina foi a responsável pelo envio das fotos e por reabrir sua conta depois que ele a encerrou. No entanto, alega que ela é "jovem demais para entender o que está fazendo". "Ela está com problemas e praticando um comportamento autodestrutivo. Por isso está sendo submetida a terapia", afirmou.

Caminho aberto

Em maio deste ano, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg afirmou que, por motivos burocráticos e de segurança, a entrada de jovens com menos de 13 anos demoraria para ser autorizada.

No entanto, já que a verificação é praticamente inexistente, muitos desses jovens já estão na rede social. A revista Consumer Reports, por exemplo, estima que existam mais de 7,5 milhões, além de 5 milhões de internautas que nem sequer chegaram aos 10 anos.

Portanto, caso o Facebook crie um método para que as crianças possam acessá-lo – requisitando a autorização dos pais e definindo rígidas regras de privacidade, por exemplo – como especulado por Zuckerberg, a atitude servirá mais para evitar sua entrada do que para liberá-la.

Via: idg now

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