iG Jovem diz o que fez a cabeça da juventude em 2012

iG Jovem diz o que fez a cabeça da juventude em 2012

Atualizado: Segunda-feira, 19 Dezembro de 2011 as 10:33

Jovem sempre foi sinônimo de tendência. Mas há algum tempo a cultura teen deixou de ser definida por uma só vertente e se tornou um mosaico de influências e inspirações para artistas, esportistas e também os entusiastas. As tribos são muitas e as modas passam rapidamente. Em 2011 a diversidade continuou a crescer, mas alguns vão ficar marcados para sempre na cultura pop.

Veja abaixo o que fez a cabeça dos jovens neste ano que passou:

A batida eletrônico contra-ataca

Faz um tempinho que os produtores de música eletrônica estão conquistando os maiores popstars do mundo. O escocês Calvin Harris, produtor de cantoras como Shakira e Rihanna, sabe bem disso. E apesar do sucesso de Beyoncé e seu álbum '4', 2011 foi o ano da música eletrônica.

Na Billboard, a dupla norte-americana LMFAO emplacou o mega hit "Party Rock Anthem" por seis semanas, desbancando até mesmo Lady Gaga (no YouTube, a música tem 320 milhões de visualizações). A cantora, inclusive, lançou este ano seu segundo álbum "Born This Way", decepcionando muitos fãs da música pop: sua nova sonoridade vem da house music e se encaixa cada vez mais nos padrões atuais das rádios. O mesmo fez Jennifer Lopez, que bombou nas pistas de dança com o hit 'Get On The Floor', ao lado do 'cachorrão' Pitbull, outro guru do gênero.

A banda eletrônica Cobra Starship esteve no Brasil este ano acompanhando Justin Bieber em sua 'My World Tour'. Em entrevista ao iG Jovem, o guitarrista Ryland comentou as paradas musicais dominadas por David Guetta. "Antes existia uma divisão do que era hit nos clubes e nas rádios, mas hoje está virando uma coisa só. Parte disso é culpa dos produtores, que são cada vez mais jovens e cresceram ouvindo Daft Punk", explicou.

Segundo o músico, a cultura pop de rádio abandonou de vez as batidas quebradas de hip hop, dando lugar aos sintetizadores 'faça-você-mesmo' da house: "A tecnologia permitiu que qualquer um faça música em casa e isso está se refletindo nas vendas e no gosto popular."

Prova disso são os roqueiros, aos poucos abandonando suas guitarras. Por aqui, a banda paulistana Cine foi a primeira a investir na nova tendência. Lançaram em julho uma balada totalmente eletrônica. A inspiração deles foi o Black Eyed Peas. "A gente tava ouvindo muito esse tipo de som porque lá fora é o que tá rolando, e aqui no Brasil não tem, então a gente pensou em fazer algo eletrônico", contou o guitarrista Dan. Depois deles foi a vez de Michel Teló e sua música pra balada 'Eu Te Amo E Open Bar'.

O Brasil agora é número 1 no surfe

Momento de glória para o esporte brasileiro. Neste ano, o país levou grandes medalhas no Pan e viu Anderson Silva se tornando ícone mundial do UFC - até os astros de Hollywood gostam dele. Mas 2011 vai ficar marcado mesmo pelas conquistas históricas no surfe nacional. A começar por Mineirinho, que após vencer a última etapa do World Tour no Rio de Janeiro, se tornou o primeiro brasileiro a liderar o ranking mundial.

Tudo isso em areias cariocas: em maio, o público encheu a praia do Arpoador para assistir ao mundial. Mineirinho foi para a final contra o terceiro melhor surfista do mundo, Taj Burrow, que teve um bom desempenho durante a etapa, eliminando grandes surfistas. Kelly Slater tinha feito seu pior resultado e não foi para fim da reta.

Adriano 'Mineirinho' manteve uma série de notas boas e acabou ficando com o título. "O Brasil merece. Tivemos grandes estrelas que não tiveram muita estrutura e sorte no circuito. Sei que é cedo para falar, mas dormir em primeiro lugar é um bom gostinho. Ainda estou assimilando", disse o vitorioso ao iG Jovem, em entrevista na época.

O ano também teve Gabriel Medina faturando o Super Surf Internacional, em Ibituba, Santa Catarina. Com a conquista, o tímido paulista se tornou número um mundial do surfe sub-18, categoria júnior do esporte. Entre os especialistas, ele é considerado prodígio e grande aposta para as competições “de gente grande” nos próximos anos.

Entre a molecada que fica na areia de olho, Gabriel já é ídolo: "Sempre entra uma galera na água para surfar junto. É legal porque estou sempre viajando. Então, quando estou em casa, passo o dia no mar com os amigos, surfando", disse.

O ano da gordinha

A indústria do entretenimento só teve olhos para uma garota. Tímida, com uma risada gostosa, Adele conquistou o mundo aos poucos e foi a artista que mais vendeu discos em 2011. No mundo todo, seu segundo álbum "21" vendeu 10 milhões de cópias.

Além disso, ela está concorrendo a cinco prêmios Grammy, incluindo as categorias mais cobiçadas: gravação do ano, música do ano, e melhor álbum de vocal pop - entre os especialistas da música, ela vai levar todas! Não teve Katy Perry, nem Rihanna, nem Lady Gaga que a tirasse do topo.

Prova disso é "Rolling in the Deep" tocando em todos os lugares: no táxi, no consultório do dentista, na trilha da novela e no barzinho. E depois disso, Adele realizou um sonho e lançou seu primeiro DVD, o 'Live At The Royal Albert Hall'. Sua gravadora, a Columbia Records, espera que o item seja um dos mais vendidos deste Natal.

Seu estilo também esteve em alta. E sua silhueta não foi problema. Na edição de setembro da 'Vogue' britânica, a mais importante do ano, Adele conquistou a capa que muitas modelos dariam a própria pele para aparecer. 'Adorável Adele', dizia a chamada da matéria. Com seu cabelão sempre armado, inspirado em divas da músical soul, Adele brilhou e atraiu flashes em todas as premiações. No American Music Awards, a britânica levou três estatuetas, entre elas de álbum do ano.

Vida e morte do colorido

O Fiuk bem já adiantou lá em 2010: "Estou saturado do colorido", disse o galã teen ao iG após abandonar as calças de cores vibrantes, substituindo por modelos mais discretos e jaquetas de couro. Este ano veio a bomba: nas fotos de divulgação do disco 'Geração Z' (eleito melhor disco de 2011 pelos leitores do iG Jovem), a banda Restart apareceu em tons mais sóbrios, diferente do estilão 'new rave' com o qual seus fãs já estavam acostumados.

"Se nós vamos usar calça colorida para sempre, não sei. Pode ser que daqui a um ano, um mês ou um dia a gente mude", havia adiantado Thomas em entrevista ao iG Jovem. A notícia chocou os fãs, devotos do happy rock que ficaram decepcionados.

O assunto foi um dos tópicos mais comentados do Twitter, no começo de outubro. Para não decepcionar ninguém, Pe Lanza explica: Na verdade nunca nos prendemos a nada, inclusive hoje estamos de colorido. As pessoas não tem com o que se preocupar", disse.

A banda Cine, que como falamos agora é do eletrônico, diz que o happy rock nunca mesmo existiu: "Foi uma coisa que a mídia usou para generalizar. Mesmo a Restart já percebeu que isso está passando. O happy rock é uma moda que passou", disse o vocalista DH.

Agora basta saber o que vai fazer a cabeça dos jovens em 2012. Façam suas apostas!

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