Intrigas e desavenças na criação do Facebook vão virar filme

Intrigas e desavenças na criação do Facebook vão virar filme

Atualizado: Sexta-feira, 1 Outubro de 2010 as 2:37

Se o Facebook fosse um país seria o terceiro mais populoso do mundo, com 500 milhões de habitantes, atrás apenas da China e da Índia. Isso com seis anos de existência. Teria também um dos maiores índices de natalidade, pois cerca de 300 mil novos usuários por dia cadastram-se no site. O "país" Facebook receberia, em média, 70 bilhões de visitantes por mês. O Produto Interno Bruto (PIB) chegaria a US$ 33,7 bilhões. O presidente dessa nova região seria Mark Zuckerberg, um dos criadores e atual CEO da página.

Os números também têm reflexos no Brasil. Com 8,2 milhões de visitas de brasileiros em julho e um crescimento de 524% comparado ao mesmo período de 2009, o Facebook pode ultrapassar o Orkut no país em menos de um ano. Mas o que faz do Facebook uma das redes sociais mais populares do mundo? "O Facebook sempre esteve um passo à frente em relação a outras redes sociais. Desde o início, quando tinha um número pequeno de usuários, sempre contou com recursos mais avançados, como games, favoritos, plataforma e-commerce. Isso tudo acaba atraindo os usuários", explica David Reck, especialista em mídias sociais e diretor da Enken Comunicação Digital.

Tanta popularidade também chamou a atenção da indústria cinematográfica. Chega aos cinemas dos Estados Unidos na sexta-feira o filme A rede social, com o slogan "você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos". O longa foi inspirado no livro The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook – A Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal (ainda sem tradução para o português), de Ben Mezrich.

O filme conta a história conturbada da criação do Facebook que envolve, inclusive, um brasileiro. Há seis anos, quando ainda eram estudantes na Universidade de Harvard, Zuckerberg, o carioca Eduardo Saverin e Andrew McCollum, montaram um site para se relacionar com os colegas da universidade. No começo, o The Facebook era exclusivo a Harvard, no entanto, com o sucesso, outras instituições de ensino começaram a receber convites para entrar na rede, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Três anos depois, a rede social já contava com mais de 55 milhões de usuários. A partir daí, com a chegada do sucesso, surgiram as primeiras divergências. Saverin foi afastado por Zuckerberg por não concordar com algumas ideias do projeto. Mais tarde, com a explosão da rede social no mundo, o brasileiro deu a volta por cima e conseguiu o direito de ter seu nome incluído como um dos co-fundadores do site, além de possuir 5% da empresa, o que equivale a US$ 1 bilhão.

O filme retrata o comportamento do bilionário mais jovem da história pelo ângulo de vários personagens, os processos por plágios, a vida desregrada e os escândalos que aconteceram desde a criação do Facebook até o sucesso de hoje. "O filme acaba trazendo benefícios tanto para o Facebook quanto para as redes sociais como um todo. Todo essa divulgação atrai uma atenção para esse meio não só dos especialistas, mas também de pessoas que até hoje, por uma questão cultural ou pela idade, ainda não perceberam que as coisas mudaram. Os pais vão ter mais interesse em entrar em um meio em que os filhos estão", aponta Reck.

O longa não conseguiu a aprovação do fundador do Facebook. Zuckerberg disse abertamente à imprensa norte-americana que há no filme mais ficção que realidade. "A história real é, na verdade, muito chata. Nós apenas sentamos de frente ao computador por seis anos e fizemos códigos." Além disso, o fundador da rede social também não pretende assistir ao filme. No Brasil, A rede social chega aos cinemas em dezembro.

A mais recente questão judicial do Facebook envolve um homem que diz ser dono de 84% da rede social de Zuckerberg. Paul Ceglia afirma que em 2003 contratou o jovem Mark para fazer a programação de um site. Os dois assinaram um contrato que pagaria US$ 1 mil para o atual CEO do Facebook e, em troca, Ceglia investiria a mesma quantia em um projeto chamado "The Facebook". O contrato garantia 50% do projeto mais um adicional de 1% do lucro a cada dia após 1º de janeiro de 2004. De acordo com o defendido pelos advogados do Facebook, Zuckerberg assinou um contrato com Ceglia, mas não havia cláusulas que davam parte da empresa a ele. O processo será julgado ainda este ano.

Polêmicas

Em maio, voltou à tona o processo que acusa Zuckerberg de copiar a estrutura do site ConnectU e criar o Facebook. Quando ainda era estudante de Harvard, Mark foi convidado a trabalhar no projeto de uma rede social, no entanto, ele abandonou o trabalho e, segundo os criadores do ConnectU, criou o Facebook com base nos códigos que já estavam prontos. Em 2008, Zuckerberg deveria ter pago US$ 65 milhões para Divya Narendra e os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss, criadores da rede social, após um acordo na justiça. No entanto, eles ainda não receberam o dinheiro. O caso ficou ainda pior com a revelação de mensagens instantâneas enviadas por Zuckerberg se vangloriando do que havia feito na universidade. O caso ainda aguarda julgamento.

Outra polêmica que sempre atrai a atenção para o Facebook são as políticas de privacidade do site. Uma alteração nos controles de segurança das informações dos usuários deixou expostos, há cinco meses, detalhes sobre cidade, nascimento, lista de amigos e interesses. A situação piorou quando funcionários de Zuckerberg disseram que ele não acreditava em privacidade na internet. Para solucionar o problema, a empresa mudou os controles, deixando-os mais simples e práticos de usar e reforçou as diretrizes da política de privacidade.

"Quando falamos de redes sociais, é tudo muito complicado. O usuário acaba fazendo uso do site de forma que nem o criador tinha imaginado. Se perguntar para o Mark do Facebook, ele nunca imaginou nem dimensionou o uso que fariam. É um aprendizado, mas atrasado. Primeiro, ocorre o problema, depois, a empresa vai correr atrás", ressalta Reck.

Se o Facebook fosse um país seria o terceiro mais populoso do mundo, com 500 milhões de habitantes, atrás apenas da China e da Índia. Isso com seis anos de existência. Teria também um dos maiores índices de natalidade, pois cerca de 300 mil novos usuários por dia cadastram-se no site. O "país" Facebook receberia, em média, 70 bilhões de visitantes por mês. O Produto Interno Bruto (PIB) chegaria a US$ 33,7 bilhões. O presidente dessa nova região seria Mark Zuckerberg, um dos criadores e atual CEO da página.

Os números também têm reflexos no Brasil. Com 8,2 milhões de visitas de brasileiros em julho e um crescimento de 524% comparado ao mesmo período de 2009, o Facebook pode ultrapassar o Orkut no país em menos de um ano. Mas o que faz do Facebook uma das redes sociais mais populares do mundo? "O Facebook sempre esteve um passo à frente em relação a outras redes sociais. Desde o início, quando tinha um número pequeno de usuários, sempre contou com recursos mais avançados, como games, favoritos, plataforma e-commerce. Isso tudo acaba atraindo os usuários", explica David Reck, especialista em mídias sociais e diretor da Enken Comunicação Digital.

Tanta popularidade também chamou a atenção da indústria cinematográfica. Chega aos cinemas dos Estados Unidos na sexta-feira o filme A rede social, com o slogan "você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos". O longa foi inspirado no livro The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook – A Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal (ainda sem tradução para o português), de Ben Mezrich.

O filme conta a história conturbada da criação do Facebook que envolve, inclusive, um brasileiro. Há seis anos, quando ainda eram estudantes na Universidade de Harvard, Zuckerberg, o carioca Eduardo Saverin e Andrew McCollum, montaram um site para se relacionar com os colegas da universidade. No começo, o The Facebook era exclusivo a Harvard, no entanto, com o sucesso, outras instituições de ensino começaram a receber convites para entrar na rede, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Três anos depois, a rede social já contava com mais de 55 milhões de usuários. A partir daí, com a chegada do sucesso, surgiram as primeiras divergências. Saverin foi afastado por Zuckerberg por não concordar com algumas ideias do projeto. Mais tarde, com a explosão da rede social no mundo, o brasileiro deu a volta por cima e conseguiu o direito de ter seu nome incluído como um dos co-fundadores do site, além de possuir 5% da empresa, o que equivale a US$ 1 bilhão.

O filme retrata o comportamento do bilionário mais jovem da história pelo ângulo de vários personagens, os processos por plágios, a vida desregrada e os escândalos que aconteceram desde a criação do Facebook até o sucesso de hoje. "O filme acaba trazendo benefícios tanto para o Facebook quanto para as redes sociais como um todo. Todo essa divulgação atrai uma atenção para esse meio não só dos especialistas, mas também de pessoas que até hoje, por uma questão cultural ou pela idade, ainda não perceberam que as coisas mudaram. Os pais vão ter mais interesse em entrar em um meio em que os filhos estão", aponta Reck.

O longa não conseguiu a aprovação do fundador do Facebook. Zuckerberg disse abertamente à imprensa norte-americana que há no filme mais ficção que realidade. "A história real é, na verdade, muito chata. Nós apenas sentamos de frente ao computador por seis anos e fizemos códigos." Além disso, o fundador da rede social também não pretende assistir ao filme. No Brasil, A rede social chega aos cinemas em dezembro.

A mais recente questão judicial do Facebook envolve um homem que diz ser dono de 84% da rede social de Zuckerberg. Paul Ceglia afirma que em 2003 contratou o jovem Mark para fazer a programação de um site. Os dois assinaram um contrato que pagaria US$ 1 mil para o atual CEO do Facebook e, em troca, Ceglia investiria a mesma quantia em um projeto chamado "The Facebook". O contrato garantia 50% do projeto mais um adicional de 1% do lucro a cada dia após 1º de janeiro de 2004. De acordo com o defendido pelos advogados do Facebook, Zuckerberg assinou um contrato com Ceglia, mas não havia cláusulas que davam parte da empresa a ele. O processo será julgado ainda este ano.

Polêmicas

Em maio, voltou à tona o processo que acusa Zuckerberg de copiar a estrutura do site ConnectU e criar o Facebook. Quando ainda era estudante de Harvard, Mark foi convidado a trabalhar no projeto de uma rede social, no entanto, ele abandonou o trabalho e, segundo os criadores do ConnectU, criou o Facebook com base nos códigos que já estavam prontos. Em 2008, Zuckerberg deveria ter pago US$ 65 milhões para Divya Narendra e os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss, criadores da rede social, após um acordo na justiça. No entanto, eles ainda não receberam o dinheiro. O caso ficou ainda pior com a revelação de mensagens instantâneas enviadas por Zuckerberg se vangloriando do que havia feito na universidade. O caso ainda aguarda julgamento.

Outra polêmica que sempre atrai a atenção para o Facebook são as políticas de privacidade do site. Uma alteração nos controles de segurança das informações dos usuários deixou expostos, há cinco meses, detalhes sobre cidade, nascimento, lista de amigos e interesses. A situação piorou quando funcionários de Zuckerberg disseram que ele não acreditava em privacidade na internet. Para solucionar o problema, a empresa mudou os controles, deixando-os mais simples e práticos de usar e reforçou as diretrizes da política de privacidade.

"Quando falamos de redes sociais, é tudo muito complicado. O usuário acaba fazendo uso do site de forma que nem o criador tinha imaginado. Se perguntar para o Mark do Facebook, ele nunca imaginou nem dimensionou o uso que fariam. É um aprendizado, mas atrasado. Primeiro, ocorre o problema, depois, a empresa vai correr atrás", ressalta Reck.

Se o Facebook fosse um país seria o terceiro mais populoso do mundo, com 500 milhões de habitantes, atrás apenas da China e da Índia. Isso com seis anos de existência. Teria também um dos maiores índices de natalidade, pois cerca de 300 mil novos usuários por dia cadastram-se no site. O "país" Facebook receberia, em média, 70 bilhões de visitantes por mês. O Produto Interno Bruto (PIB) chegaria a US$ 33,7 bilhões. O presidente dessa nova região seria Mark Zuckerberg, um dos criadores e atual CEO da página.

Os números também têm reflexos no Brasil. Com 8,2 milhões de visitas de brasileiros em julho e um crescimento de 524% comparado ao mesmo período de 2009, o Facebook pode ultrapassar o Orkut no país em menos de um ano. Mas o que faz do Facebook uma das redes sociais mais populares do mundo? "O Facebook sempre esteve um passo à frente em relação a outras redes sociais. Desde o início, quando tinha um número pequeno de usuários, sempre contou com recursos mais avançados, como games, favoritos, plataforma e-commerce. Isso tudo acaba atraindo os usuários", explica David Reck, especialista em mídias sociais e diretor da Enken Comunicação Digital.

Tanta popularidade também chamou a atenção da indústria cinematográfica. Chega aos cinemas dos Estados Unidos na sexta-feira o filme A rede social, com o slogan "você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos". O longa foi inspirado no livro The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook – A Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal (ainda sem tradução para o português), de Ben Mezrich.

O filme conta a história conturbada da criação do Facebook que envolve, inclusive, um brasileiro. Há seis anos, quando ainda eram estudantes na Universidade de Harvard, Zuckerberg, o carioca Eduardo Saverin e Andrew McCollum, montaram um site para se relacionar com os colegas da universidade. No começo, o The Facebook era exclusivo a Harvard, no entanto, com o sucesso, outras instituições de ensino começaram a receber convites para entrar na rede, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Três anos depois, a rede social já contava com mais de 55 milhões de usuários. A partir daí, com a chegada do sucesso, surgiram as primeiras divergências. Saverin foi afastado por Zuckerberg por não concordar com algumas ideias do projeto. Mais tarde, com a explosão da rede social no mundo, o brasileiro deu a volta por cima e conseguiu o direito de ter seu nome incluído como um dos co-fundadores do site, além de possuir 5% da empresa, o que equivale a US$ 1 bilhão.

O filme retrata o comportamento do bilionário mais jovem da história pelo ângulo de vários personagens, os processos por plágios, a vida desregrada e os escândalos que aconteceram desde a criação do Facebook até o sucesso de hoje. "O filme acaba trazendo benefícios tanto para o Facebook quanto para as redes sociais como um todo. Todo essa divulgação atrai uma atenção para esse meio não só dos especialistas, mas também de pessoas que até hoje, por uma questão cultural ou pela idade, ainda não perceberam que as coisas mudaram. Os pais vão ter mais interesse em entrar em um meio em que os filhos estão", aponta Reck.

O longa não conseguiu a aprovação do fundador do Facebook. Zuckerberg disse abertamente à imprensa norte-americana que há no filme mais ficção que realidade. "A história real é, na verdade, muito chata. Nós apenas sentamos de frente ao computador por seis anos e fizemos códigos." Além disso, o fundador da rede social também não pretende assistir ao filme. No Brasil, A rede social chega aos cinemas em dezembro.

A mais recente questão judicial do Facebook envolve um homem que diz ser dono de 84% da rede social de Zuckerberg. Paul Ceglia afirma que em 2003 contratou o jovem Mark para fazer a programação de um site. Os dois assinaram um contrato que pagaria US$ 1 mil para o atual CEO do Facebook e, em troca, Ceglia investiria a mesma quantia em um projeto chamado "The Facebook". O contrato garantia 50% do projeto mais um adicional de 1% do lucro a cada dia após 1º de janeiro de 2004. De acordo com o defendido pelos advogados do Facebook, Zuckerberg assinou um contrato com Ceglia, mas não havia cláusulas que davam parte da empresa a ele. O processo será julgado ainda este ano.

Polêmicas

Em maio, voltou à tona o processo que acusa Zuckerberg de copiar a estrutura do site ConnectU e criar o Facebook. Quando ainda era estudante de Harvard, Mark foi convidado a trabalhar no projeto de uma rede social, no entanto, ele abandonou o trabalho e, segundo os criadores do ConnectU, criou o Facebook com base nos códigos que já estavam prontos. Em 2008, Zuckerberg deveria ter pago US$ 65 milhões para Divya Narendra e os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss, criadores da rede social, após um acordo na justiça. No entanto, eles ainda não receberam o dinheiro. O caso ficou ainda pior com a revelação de mensagens instantâneas enviadas por Zuckerberg se vangloriando do que havia feito na universidade. O caso ainda aguarda julgamento.

Outra polêmica que sempre atrai a atenção para o Facebook são as políticas de privacidade do site. Uma alteração nos controles de segurança das informações dos usuários deixou expostos, há cinco meses, detalhes sobre cidade, nascimento, lista de amigos e interesses. A situação piorou quando funcionários de Zuckerberg disseram que ele não acreditava em privacidade na internet. Para solucionar o problema, a empresa mudou os controles, deixando-os mais simples e práticos de usar e reforçou as diretrizes da política de privacidade.

"Quando falamos de redes sociais, é tudo muito complicado. O usuário acaba fazendo uso do site de forma que nem o criador tinha imaginado. Se perguntar para o Mark do Facebook, ele nunca imaginou nem dimensionou o uso que fariam. É um aprendizado, mas atrasado. Primeiro, ocorre o problema, depois, a empresa vai correr atrás", ressalta Reck.

Se o Facebook fosse um país seria o terceiro mais populoso do mundo, com 500 milhões de habitantes, atrás apenas da China e da Índia. Isso com seis anos de existência. Teria também um dos maiores índices de natalidade, pois cerca de 300 mil novos usuários por dia cadastram-se no site. O "país" Facebook receberia, em média, 70 bilhões de visitantes por mês. O Produto Interno Bruto (PIB) chegaria a US$ 33,7 bilhões. O presidente dessa nova região seria Mark Zuckerberg, um dos criadores e atual CEO da página.

Os números também têm reflexos no Brasil. Com 8,2 milhões de visitas de brasileiros em julho e um crescimento de 524% comparado ao mesmo período de 2009, o Facebook pode ultrapassar o Orkut no país em menos de um ano. Mas o que faz do Facebook uma das redes sociais mais populares do mundo? "O Facebook sempre esteve um passo à frente em relação a outras redes sociais. Desde o início, quando tinha um número pequeno de usuários, sempre contou com recursos mais avançados, como games, favoritos, plataforma e-commerce. Isso tudo acaba atraindo os usuários", explica David Reck, especialista em mídias sociais e diretor da Enken Comunicação Digital.

Tanta popularidade também chamou a atenção da indústria cinematográfica. Chega aos cinemas dos Estados Unidos na sexta-feira o filme A rede social, com o slogan "você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos". O longa foi inspirado no livro The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook – A Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal (ainda sem tradução para o português), de Ben Mezrich.

O filme conta a história conturbada da criação do Facebook que envolve, inclusive, um brasileiro. Há seis anos, quando ainda eram estudantes na Universidade de Harvard, Zuckerberg, o carioca Eduardo Saverin e Andrew McCollum, montaram um site para se relacionar com os colegas da universidade. No começo, o The Facebook era exclusivo a Harvard, no entanto, com o sucesso, outras instituições de ensino começaram a receber convites para entrar na rede, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Três anos depois, a rede social já contava com mais de 55 milhões de usuários. A partir daí, com a chegada do sucesso, surgiram as primeiras divergências. Saverin foi afastado por Zuckerberg por não concordar com algumas ideias do projeto. Mais tarde, com a explosão da rede social no mundo, o brasileiro deu a volta por cima e conseguiu o direito de ter seu nome incluído como um dos co-fundadores do site, além de possuir 5% da empresa, o que equivale a US$ 1 bilhão.

O filme retrata o comportamento do bilionário mais jovem da história pelo ângulo de vários personagens, os processos por plágios, a vida desregrada e os escândalos que aconteceram desde a criação do Facebook até o sucesso de hoje. "O filme acaba trazendo benefícios tanto para o Facebook quanto para as redes sociais como um todo. Todo essa divulgação atrai uma atenção para esse meio não só dos especialistas, mas também de pessoas que até hoje, por uma questão cultural ou pela idade, ainda não perceberam que as coisas mudaram. Os pais vão ter mais interesse em entrar em um meio em que os filhos estão", aponta Reck.

O longa não conseguiu a aprovação do fundador do Facebook. Zuckerberg disse abertamente à imprensa norte-americana que há no filme mais ficção que realidade. "A história real é, na verdade, muito chata. Nós apenas sentamos de frente ao computador por seis anos e fizemos códigos." Além disso, o fundador da rede social também não pretende assistir ao filme. No Brasil, A rede social chega aos cinemas em dezembro.

A mais recente questão judicial do Facebook envolve um homem que diz ser dono de 84% da rede social de Zuckerberg. Paul Ceglia afirma que em 2003 contratou o jovem Mark para fazer a programação de um site. Os dois assinaram um contrato que pagaria US$ 1 mil para o atual CEO do Facebook e, em troca, Ceglia investiria a mesma quantia em um projeto chamado "The Facebook". O contrato garantia 50% do projeto mais um adicional de 1% do lucro a cada dia após 1º de janeiro de 2004. De acordo com o defendido pelos advogados do Facebook, Zuckerberg assinou um contrato com Ceglia, mas não havia cláusulas que davam parte da empresa a ele. O processo será julgado ainda este ano.

Polêmicas

Em maio, voltou à tona o processo que acusa Zuckerberg de copiar a estrutura do site ConnectU e criar o Facebook. Quando ainda era estudante de Harvard, Mark foi convidado a trabalhar no projeto de uma rede social, no entanto, ele abandonou o trabalho e, segundo os criadores do ConnectU, criou o Facebook com base nos códigos que já estavam prontos. Em 2008, Zuckerberg deveria ter pago US$ 65 milhões para Divya Narendra e os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss, criadores da rede social, após um acordo na justiça. No entanto, eles ainda não receberam o dinheiro. O caso ficou ainda pior com a revelação de mensagens instantâneas enviadas por Zuckerberg se vangloriando do que havia feito na universidade. O caso ainda aguarda julgamento.

Outra polêmica que sempre atrai a atenção para o Facebook são as políticas de privacidade do site. Uma alteração nos controles de segurança das informações dos usuários deixou expostos, há cinco meses, detalhes sobre cidade, nascimento, lista de amigos e interesses. A situação piorou quando funcionários de Zuckerberg disseram que ele não acreditava em privacidade na internet. Para solucionar o problema, a empresa mudou os controles, deixando-os mais simples e práticos de usar e reforçou as diretrizes da política de privacidade.

"Quando falamos de redes sociais, é tudo muito complicado. O usuário acaba fazendo uso do site de forma que nem o criador tinha imaginado. Se perguntar para o Mark do Facebook, ele nunca imaginou nem dimensionou o uso que fariam. É um aprendizado, mas atrasado. Primeiro, ocorre o problema, depois, a empresa vai correr atrás", ressalta Reck.

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