Jovens desaparecem mais do que idosos no Rio de Janeiro

Jovens desaparecem mais do que idosos no Rio de Janeiro

Atualizado: Segunda-feira, 28 Março de 2011 as 8:44

O número de pessoas desaparecidas em 2010 subiu em relação aos anos anteriores. Foram mais de 5 mil casos registrados apenas no ano passado. De acordo com o inspetor da Polícia Civil, Robson Fontenele, da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, ao contrário do que pensa a maioria da população, o número de jovens desaparecidos é superior ao de idosos.

"As estatísticas provam que a maioria dos desaparecidos é de pessoas jovens, sobretudo nos grandes centros", afirmou o inspetor.

Esta semana, o RJTV mostrou o caso do desaparecimento de um idoso de 81 anos, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele foi localizado logo depois da exibição da reportagem. Sua filha, Rosângela Pereira, contou que não sabia como agir: "Eu não sabia onde procurar meu pai. Agora, já sei que existem órgãos que estão com informações destas pessoas".

De acordo com Fontenele, existe um setor da polícia especializado em pessoas desaparecidas. "O nome correto do setor é Serviço de Descoberta de Paradeiros. O procedimento de praxe é as pessoas se dirigirem a uma delegacia de bairro para fazer o registro. A delegacia tem um prazo para localizar essa pessoa. Caso não consiga, a delegacia deve encaminhar para o nosso setor", afirmou o inspetor.

Segundo ele, o desaparecimento tem que ser comunicado imediatamente à polícia. "O primeiro procedimento é tentar identificar o perfil daquela pessoa. A partir do momento que se monta esse perfil, os investigadores vão seguir os caminhos para tentar localizá-la", explicou Fontenele.

Os desaparecimentos podem ser denunciados através do telefone 2333-6387, do Serviço de Descoberta de Paradeiros ou do Disque-Denúncia, no número 2253-1177.

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