Jovens preocupam-se em investir em previdência privada

Jovens preocupam-se em investir em previdência privada

Atualizado: Quinta-feira, 6 Outubro de 2011 as 1:14

Os jovens estão mais preocupados em investir em previdência privada. Segundo levantamento da Unimed, os jovens na faixa dos 20 aos 33 anos – chamados de “geração Y” - já representam 5% do faturamento total da companhia, o que indica um crescimento de 65% em relação a 2008.

De acordo com a Unimed, essa faixa da população representa cerca de 15,8% dos clientes da previdência complementar da empresa. Já os nascidos entre 1966 e 77, de 34 a 45 anos, integrantes da geração X, somam quase 26% dos que têm previdência complementar.

 “Esse comportamento da geração Y encontra perfeita sintonia com a necessidade estratégica do país de aumentar a cultura da sociedade em reconhecer a poupança interna promovida pelo acúmulo da previdência privada”, diz o diretor-técnico da Seguros Unimed, Alexandre Ruschi.

Os dados confirmam uma pesquisa recente do Santander, que mostrou que 20% dos investidores dessa faixa etária já possuem esse tipo de aplicação financeira. A pesquisa apontou ainda que, embora sejam ousados em diversas atitudes, quando se trata de investimento, os jovens são conservadores: a maioria (82,1%) opta por alocar a maior parte dos seus recursos na poupança.

Perspectivas de mercado

Para a empresa, o momento de incerteza na economia mundial reforça o comportamento dos investidores - incluindo a geração Y - que procuram por aplicações financeiras mais conservadoras.

Adicionalmente a esse panorama, os jovens percebem os seguros de vida e a previdência complementar aberta como importante elo na cadeia dos mecanismos de proteção contra perdas do poder aquisitivo na aposentadoria.

A companhia ressalta que, há algumas décadas, o risco de perdas do poder aquisitivo na aposentadoria era bem menos expressivo do que hoje, devido à grande participação dos jovens no conjunto da população, com contribuições que financiavam as aposentadorias e pensões dos idosos.

Entretanto, hoje a realidade mudou: segundo a Unimed, a população brasileira com mais de 65 anos, que se mantivera em torno dos 3% do total até 1970, pode alcançar os 13% em 2020, níveis de União Europeia em 2050.

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