Jovens que já dividiram a casa com outros estudantes te ajudam a achar a república ideal

Dicas para encontrar uma república (e viver bem nela)

Atualizado: Terça-feira, 10 Janeiro de 2012 as 10:35

Ano novo, vida nova de universitário e, em alguns casos, casa nova também. Por opção ou necessidade, há quem mude de cidade quando entra na faculdade, e se a família não puder acompanhar, a solução mais prática e barata é procurar uma república.

As repúblicas são casas ou apartamentos em que os estudantes moram e dividem as contas, como aluguel e luz. Além das responsabilidades que uma casa compartilhada com amigos costuma trazer, elas também ajudam o calouro a começar o curso conhecendo alguns dos veteranos. E, quando a faculdade acabar, todo mundo ter um monte de histórias para contar.

Mas as lembranças que deveriam ser engraçadas podem enveredar pelo humor negro se as pessoas forem meio malucas, a casa for caótica e ninguém se entender. Por isso, veja dicas do estudante universitário Rafael Moraes, de 23 anos, e dos recém-formados Igor Campanha, de 23 anos, e Isabella Abreu, de 22, para se dar bem na escolha da república:


1 – Comece a procurar com antecedência. “Vá a imobiliárias e conte para todo mundo que você está buscando um lugar para ficar”, recomenda Isabella, que alugou um apartamento em São Bernardo do Campo (SP) e dividiu com quatro amigas durante toda a faculdade;


2 – Se não conhecer ninguém que já more ou pretenda mudar para a cidade em que está sua faculdade, vale tentar o mural da universidade, redes sociais e sites pagos como o Easy Quarto;


3 – Não abrace a primeira oportunidade logo de cara, peça um tempo para dar a resposta às repúblicas. É preciso pesquisar e escolher aquela que tiver o mesmo perfil que você. “A gente fala muito que existem pessoas que não têm o ‘perfil da casa’. Por exemplo, eu moro com três meninas atualmente, e eu e duas meninas gostamos de dormir tarde e acordar tarde, fazer barulho de noite. Já a outra estuda de manhã e precisa acordar cedo”, conta Rafael, “então ela fica brava porque a gente fica fazendo barulho. Ela tem um perfil que difere do resto”;


4 – Para ter certeza de que você tem o “perfil da casa”, não tenha medo de fazer perguntas aos estudantes. “As perguntas geralmente são: você fuma? Você bebe? Gosta de festa? Que curso você faz? Você estuda de manhã ou de noite? Tem problemas com namorado vindo dormir em casa? Gosta de festa dentro de casa?”, orienta Rafa;


5 – Caso não conheça as pessoas, é melhor optar por uma república com quartos individuais, se possível. Isso vai evitar maiores problemas de convivência. “Eu era muito tranqüila e as meninas que moravam comigo tinham um estilo de vida bem diferente, ficavam conversando e rindo alto até tarde. Se tivéssemos que dividir o quarto, teríamos que estabelecer regras”, conta Isabella;


6 – Antes de mudar, informe-se sobre todas as contas da casa e faça um planejamento financeiro;


7 – Respeite as regras da casa e as da vizinhança desde o primeiro dia. “Na primeira república em que morei era só festa, todo dia e o dia inteiro. A convivência era tranqüila, mas os problemas que tínhamos, resolvíamos no grito. Então, em seis meses, fomos expulsos porque os vizinhos reclamavam do barulho”, lembra Igor;


8 – Se logo de cara não se entender com outro morador, releve. “A convivência se torna muito melhor quando as pessoas percebem que não há nenhuma outra pessoa no mundo que agüente suas manias a não ser os seus pais. Sempre alguém vai implicar com algo seu e vice-versa”, reflete Rafael, que já foi expulso do quarto por roncar muito alto. Mesmo com as dificuldades, o estudante recomenda aos calouros que não desistam: “Nem tudo são flores, mas é uma experiência muito boa morar com pessoas muito diferentes de você”.

 

 

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