Me decepcionei, mas o amor não acabou

Me decepcionei, mas o amor não acabou

Atualizado: Terça-feira, 10 Dezembro de 2013 as 11

briga de namoradosO amor é ótimo quando acontece e melhor ainda quando é correspondido, mas parece se transformar em um desastre completo quando surgem as decepções. Decepções estas, diga-se de passagem, que são inevitáveis. Afinal de contas, quem nunca se decepcionou em uma relação amorosa? Como diz o ditado: “quem está na chuva é para se molhar”. Ou seja, quem quer ter o prazer do amor precisa aguentar as frustrações que eventualmente podem acontecer.
 
Quando nos decepcionamos com alguém, a impressão que temos é a de que de repente tudo o que vivemos antes caiu por terra. É como se, de uma hora para a outra, a pessoa amada, aquela que tinha tantas qualidades e virtudes, se transformasse em seu oposto, com os piores defeitos que um ser humano pode ter. Com essa transformação, seria ótimo se o amor que sentíamos simplesmente desaparecesse, parasse de existir. Mas evidentemente não é isso o que acontece, na maioria dos casos o amor continua lá, lado a lado com a decepção. Dois sentimentos opostos e conflitantes, convivendo dentro de uma mesma pessoa. Como pode?
 
Como eu costumo dizer, se tratando de relacionamentos, tudo "pode". Nesse caso, especificamente, "pode" porque razão e emoção são coisas muito diferentes uma da outra. Por um lado, a razão diz que nos decepcionamos e que não devemos mais amar aquela pessoa. A emoção nem sempre acompanha a razão, e continua atrelada à realidade anterior. Quando isso acontece, o amor continua existindo. Até porque amor não é uma coisa qualquer, que podemos implodir de uma hora para a outra. O amor não pode ser simplesmente desligado com um botão, na hora que desejamos. Amor é algo bem mais complexo que isso.
 
Se razão e emoção nem sempre combinam, o que fazer quando continuamos amando mesmo após uma decepção? Bem, em primeiro lugar, é importante avaliarmos se a decepção realmente torna a relação inviável ou se ainda há chances (e vontade) de salvá-la. E só quem pode avaliar esse tipo de coisa somos nós mesmos. Nossos amigos podem achar que não tem mais jeito, podem dizer que deveríamos terminar, partir para outra. Mas se achamos que a relação ainda vale a pena, que a outra pessoa se arrependeu do que fez (seja lá o que for) e que as coisas poderão ser melhores daqui em diante, não há qualquer problema em recomeçar. Mas e se ao chegarmos à conclusão de que a relação não tem mais jeito, pois a frustração foi grande demais e a tornou impossível? Nesse caso, é uma questão de dar tempo ao tempo. A emoção pode até ser mais lenta que a razão, mas se a razão predomina, a emoção em algum momento chega lá. Em outras palavras, a decepção vai, aos poucos, transformar o sentimento de amor em outra coisa.
 
Dar tempo ao tempo não é sinônimo de ficar em casa, sentado, olhando para o teto, esperando o amor ir embora. É importante tentar ao máximo possível ter as rédeas da situação. É preciso ser ativo na tarefa de elaborar o término da relação e fazer o amor se transformar. Nada acontece da noite para o dia, então não adianta querer esquecer rapidamente, fingir que nada aconteceu, tentar botar alguém no lugar do ex. É fundamental poder chorar, sentir raiva, se desesperar, espernear e tudo mais o que você precisar. Mas também é preciso ver gente, conversar com pessoas novas, sair, se divertir. Tudo isso sem pressa, sem afobação, sem atropelamento, no ritmo que você se sentir à vontade. Porque, apesar das decepções fazerem parecer o contrário, há muita vida lá fora. E certamente há muitos novos amores à sua espera.
 

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