Montanha-russa simula movimentos de um guepardo

Montanha-russa simula movimentos de um guepardo

Atualizado: Segunda-feira, 30 Maio de 2011 as 4:08

Uma das mais modernas montanhas-russas do mundo fica na Flórida, paraíso dos parques temáticos. É uma montanha-russa diferente, longe do tradicional "sobe e desce" que todos já conhecem.

O brinquedo usa tecnologia de trem-bala, e a inspiração não veio de laboratórios sofisticados - veio do guepardo, o animal terrestre mais veloz do mundo. Nos piques que ele dá, pode alcançar a incrível velocidade de 120 quilômetros por hora.

Hoje eles são os astros do show de inauguração da Cheeta Hunt, em português, "A caçada do Guepardo", uma das mais longas montanhas-russas do mundo, com 1.220 metros de comprimento.

Só do alto ela pode ser vista por inteiro. Os trilhos passam por todo o parque. O traçado da montanha-russa foi criado para simular os movimentos e os truques do felino selvagem quando corre atrás da sua presa. A grande novidade é a tecnologia usada para reproduzir as arrancadas que o guepardo dá na hora do bote.

"Um dos engenheiros responsáveis revela como isso é feito: "Em três pontos do trajeto, existem fileiras de poderosos eletroimãs. Um sistema bem semelhante ao usado para fazer funcionar os modernos trens-bala, que se movimentam flutuando sobre imãs instalados nos trilhos e nos vagões", diz.

Na montanha-russa, diz o engenheiro, na hora exata em que os carrinhos passam, os imãs são acionados em sequência, literalmente arremessando o trenzinho a 100 quilômetros por hora.

A fila para experimentar o brinquedo é grande. Tem gente que espera mais de quatro horas. O Fantástico foi convidado para inaugurar a montanha-russa.

A equipe de reportagem instalou duas câmeras nos carrinhos para tentar mostrar qual é a sensação de quem vai sentado bem na primeira fila. A largada é lenta, mas o primeiro efeito "trem-bala" acontece logo que o brinquedo sai da estação de embarque.

O segundo arranque vem depois da passagem pelo túnel. Ele lança o equipamento para uma rampa vertical. Os passageiros vão parar em cima da coluna mais alta, que simula o topo das árvores. Começa devagar e depois cai. Nesta parte, começa a simulação de uma perseguição. O carrinho segue em alta velocidade por túneis, muda de direção e dá um giro completo, antes da aceleração mais forte.

E logo aparece uma nova surpresa. Em determinado ponto, a sensação é de estar flutuando no ar. Para depois vir uma sequência eletrizante que tenta imitar a corrida do guepardo entre rochas e rios, antes de dar o bote final.

Tempo total do percurso: três minutos e meio. Velocidade máxima: 100 quilômetros por hora. Ela não é a mais longa, nem a mais rápida. Mas causa o efeito das arrancadas de trem-bala em quem sai do carrinho no fim do passeio.

"É inacreditável, espetacular!", diz um executivo que foi até de terno e gravata para a inauguração da montanha-russa.

Já uma estudante diz que é como caminhar no ar.

A maioria volta para enfrentar uma nova fila de mais de uma hora para andar de novo. Até quando vira brinquedo de parque de diversões, é difícil de escapar das garras desse felino.

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