Não "tá" morta quem tem amigas

Não "tá" morta quem tem amigas

Atualizado: Quinta-feira, 8 Março de 2012 as 11:38

O que seria das mulheres sem as amigas? É fato: elas cantam e encantam a nossa vida. Nada melhor do que poder recorrer àquelas amigas de fé que dá para contar nos dedos das mãos.
 
Elas sobrevivem às estações, aos amores que vêm e vão, às crises existenciais, à falta de dinheiro e de dignidade (quem nunca?), e aos momentos de glória. Nossas BFFs (Best friends forever) são essenciais como o ar que respiramos.
 
Elas são terapeutas, confidentes, gurus, e tudo isto full time, ou seja, 24 horas por dia - se necessário. Mas as amizades não servem somente para emergências. Em dupla ou em grupo podemos liberar aquelas milhares de palavras que precisamos falar por dia. Falar dos outros é um dos nossos esportes favoritos. Inclusive, quando a amiga não aparece ao encontro ela se torna alvo da conversa. Mas isto não é nada espantoso, é uma forma carinhosa, só que invertida, de demonstrar a falta que ela faz.  
 
É encantador que cada uma tenha um jeitinho todo especial e único. Tem aquelas que curtem tudo que é politicamente correto e moralmente aceito, as do tipo living la vida loca, as que são sinceras e críticas demais, as que topam qualquer programa de índio, as que estão sempre sem tempo, as pacientes, as meigas, as do contra.
 
Só quem é mulher sabe como é maravilhoso compreender e ser compreendida. Poder falar de igual para igual. Sim, porque os homens não entendem o nosso romantismo, nossa ilusão infantil de mundo, nossa tendência à dramatização das circunstâncias. Como também jamais perceberão quanta doçura pode conter um olhar, a força de um abraço, a solidariedade de uma lágrima.
 
Parafraseando Milton Nascimento, amiga é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito. Sejam de sangue (irmãs, primas, tias), de infância (fruto da amizade das famílias), dos tempos do colégio (quando você montou um grupo cover das Spice Girls), de uma apropriação das colegas do seu irmão (que viraram um grupo chamado Menininhas), de cursos, da faculdade, do trabalho, dos enxertos da família (isso inclui as cunhadas), das idas ao banheiro nas festas, ou ainda de uma namorada de um amigo de seu (ex-) namorado. Amiga é amiga é o resto é outra coisa.
 
Vida longa às amigas. E um abraço bem apertado nas minhas, que o tempo e a distância não conseguem afastar, nem apagar do meu coração.

veja também