Nos EUA, celulares são mais usados para SMS do que para falar

Nos EUA, celulares são mais usados para SMS do que para falar

Atualizado: Quarta-feira, 31 Agosto de 2011 as 2:20

Os americanos estão gastando mais tempo com mensagens de texto do que falando ao celular, de acordo com pesquisa do instituto J.D. Power. Um dos motivos é a qualidade do áudio e das chamadas, que vêm sendo alvo de insatisfação.

Se em 2009 os usuários ficavam, em média, 527 minutos por mês ao telefone, agora eles ficam 450. Por outro lado, o uso de SMS cresceu significativamente, chegando a 600 mensagens – entre recebidas e enviadas – por mês. Ano passado, a Nielsen descobriu que os adolescentes são os mais aficionados, pois lidam com 3339 em apenas trinta dias – cinco por hora, portanto.

A J.D. Power, porém, alerta para os problemas de sinal, um dos fatores que explicam o cenário atual. De cada 100 chamadas, 18 são perdidas ou sofrem turbulências. Em relação ao acesso à Internet, isso ocorre em 16 das tentativas, enquanto que, no caso do SMS, um erro só se dá em cinco das vezes.

Com os smartphones os problemas são mais frequentes. A taxa de incidentes em relação às conexões é de 14%, ante 12% dos celulares mais simples. Estudo conduzido pela Ofcom – agência reguladora das telecomunicações no Reino Unido, como a Anatel no Brasil – já havia chegado a semelhante conclusão.

Há, no entanto, certa semelhança entre a atitude dos clientes e as ações das operadoras. Nos últimos anos, elas vêm restringindo os planos de voz, e aumentando os de dados. Recentemente, a AT&T encerrou a opção de 1000 mensagens por mês, substituindo-a por uma de franquia ilimitada. As empresas estão de olho nessa tendência. Se o BlackBerry Messenger (BBM) é um sucesso, a Apple pretende combatê-lo com o iMessage e a Samsung, com o ChatOn.

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