O crescimento do hábito da leitura entre jovens e crianças

O crescimento do hábito da leitura entre jovens e crianças

Atualizado: Quarta-feira, 15 Junho de 2011 as 9:37

A criança e o adolescente brasileiros estão lendo mais. Esse foi o diagnóstico traçado no 2º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, realizado dentro do 13ª Salão Nacional do Livro Infantil e Juvenil, no Rio de Janeiro.

De acordo com pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), do total de 12 mil títulos novos lançados no país em 2010, cerca de 2,5 mil foram direcionados a crianças e adolescentes. "A própria produção é uma comprovação de que as nossas crianças e jovens estão lendo mais", afirmou à Agência Brasil a diretora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Ísis Valéria Gomes.

De acordo com os empresários do ramo de livros, as crianças e adolescentes tem procurado bastante a literatura, como explicou Adriano Domard: "Os jovens tem freqüentado a livraria, eles gostam bastante, os pequenos com os pais, é um passeio sempre muito divertido".

Não são somente os menores que possuem esse fascínio pelo mundo da literatura, mesmo com o advento da internet, os jovens continuam optando pelos livros "físicos". "A internet não tirou os jovens e os adolescentes das livrarias. Eles continuam freqüentando e continuam gostando muito de ler", afirmou Adriano.

Os mais procurados pelos meninos são as séries "O Diário de um Banana" e "Ladrão de Raios". Já para as meninas as pedidas são os livros de Nicholas Sparks ("O Diário de uma Paixão", "Querido John", "Um Amor para Recordar" e "A Última Música") e Judy Moody.

É na escola que se aprende a ler - As escolas são grandes incentivadoras do hábito da leitura, como não poderia deixar de ser. As instituições tentar fazer com que os jovens tenham mais gosto pela leitura através de projetos específicos ou multidisciplinares. Em tempos de internet, os professores estão precisando "rebolar" para que os alunos sempre leiam.

A professora de português do CE Edmundo Bittencourt, Ana Paula Teixeira, afirmou que em tempos de internet a criatividade dos educadores precisa acompanhar essa evolução, especialmente na comunicação. "Eu digo sempre que eles tem o hábito de ler todo dia, e toda hora, porque eles tem MSN, Internet, Orkut, Facebook e outras tecnologias ligadas à comunicação. Eles escrevem todo o tempo. Podem não escrever certo, mas escrevem. Eu tenho até deixado eles usarem o celular para texto que eles trocam entre si e comigo", afirmou.

Mesmo com essa inserção da tecnologia na rotina de aprendizado, a professora afirma que procura passar com os estudantes algum tempo na biblioteca: "Fora isso, eu vou com eles na biblioteca, pois eu acho que este ainda é o melhor lugar para ler, eu ainda sou a favor de um bom livro mesmo com as ferramentas digitais".

Para ela, a questão da tecnologia precisa ser associada ao estímulo à leitura, ainda mais no que diz respeito ao dinamismo das informações.

Analfabetismo funcional ainda prejudica a plena leitura - De acordo com a ANL a criança e o jovem brasileiros são penalizados em função do analfabetismo funcional, que exclui as pessoas do conhecimento. Durante o Salão Nacional do Livro Infantil e Juvenil, foi apresentada a experiência da primeira livraria virtual para livros digitais no país, a Gato Sabido, cuja média é de dez mil a 15 mil acessos diários para consultas. A diretora da FLNIJ observou que o governo federal já desonerou impostos sobre os livros eletrônicos (e-book). Avaliou, porém, que para que o livro digital chegue às camadas da população de menor poder aquisitivo são necessárias novas ações, uma vez que esses livros são ainda muito caros, custam cerca de R$ 1,8 mil.

Fon:te o diário de Teresópolis

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