O 'Guia do Toco' analisa os vários tipos de fora

O 'Guia do Toco' analisa os vários tipos de fora

Atualizado: Terça-feira, 15 Março de 2011 as 8:21

Desde que um homem deu a primeira paulada da história na cabeça de uma mulher e a arrastou pelos cabelos até uma caverna para começarem um longo e feliz relacionamento, existe o toco. Nem toda ficada vira namoro, nem todo namoro vira casamento, e assim nós passamos boa parte da vida dando e recebendo tocos. Parece triste e desesperador, mas as jornalistas Letícia Rio Branco e Fabi Cimieri conseguiram ir fundo na ciência do toco e transformá-la em algo engraçado.

As duas reuniram diversos exemplos de tocos (ou foras, ou dispensadas), dos clássicos aos mais bizarros, no livro "O Guia do Toco - Como dar e levar sem perder o bom humor", recém-lançado pela Ed. Best Seller e prefaciado por Marcelo Adnet. Elas bateram um papo com o iG Jovem sobre esse drama atemporal. Veja abaixo a entrevista e alguns tipos de toco analisados do livro.

Letícia (à esquerda) e Fabi: elas juram que levaram mais tocos do que deram

iG Jovem - Existe algum toco "legal", ou que pelo menos seja um jeito menos desagradável de dispensar alguém?

Letícia - Acho que o "Toconfuso", porque a maioria das pessoas já ficou confusa de verdade. Então, quem leva esse toco compreende e ainda fala algo como "tomara que você se encontre". Acho que esse é o toco que todo mundo dá e sabe levar na esportiva.

Fabi - O mais ameno, pra mim, é o "Toco O problema sou eu", em que você puxa a responsabilidade para você quando não está mais a fim. Se você já tomou a decisão de não continuar com o relacionamento, não tem por que discuti-lo.

iG Jovem - Alguns dos tocos foram dados por vocês, também?

Letícia - Com certeza. A gente levou mais do que deu, mas eu, por exemplo, já dei o "Toco Máximo", o mais sério de todos ["Não gosto de você, me deixa em paz!"]. Agora, os "Tocos Sinistros", a gente levou. E no livro tem alguns que foram levados por amigos, também.

Fabi - Eu uso bastante o "Toco A Filha". Sempre digo que não posso sair porque vou ficar com a minha filha e a pessoa nem tem como saber se é verdade ou mentira. Também uso o "Toco Messenger", largo a pessoa falando sozinha no MSN e depois digo que não estava na frente do computador.

iG Jovem - Com tanta experiência no assunto, vocês desenvolveram algum método para lidar com tocos?

Letícia - A gente tenta levar com bom humor. O bacana do livro é mostrar que ninguém tá livre de tocos e, se levar, não precisa ficar deprimido.

Fabi - Acho que o livro ajudou a gente a ter uma visão mais geral do problema e, por isso, agora levamos mais com bom humor.

iG Jovem - Escrever um livro sobre o assunto ajudou a diminuir o número de tocos que vocês levam?

Letícia - Eu estou comprometida, mas acho que agora a gente já sabe quando vai levar um toco. Tudo começa com o "Toco Bina" (em que a pessoa não atende suas ligações), e quando você percebe, não leva a situação adiante, ou até tenta virar o jogo sumindo também. O toco não deixa de ser um jogo de sedução.

Fabi - Agora os caras ficam apavorados, achando que estão levando toco a todo momento, ou que eu estou fazendo laboratório para o próximo livro.

iG Jovem - Vocês têm planos de escrever um livro sobre outras fases do relacionamento?

Letícia - Temos vontade de transformar o livro em filme e em série de TV. Vamos receber umas propostas e analisar. Achamos que isso pode ser legal porque todo mundo se identifica com o assunto, independentemente da idade. Tanto é que várias pessoas vieram contar tocos pra gente depois que publicamos o livro. Teve um amigo que levou o "Toco Intercâmbio": foi visitar uma menina em outra cidade que falou que ele podia ficar na casa dela e, chegando lá, a garota o abandonou.

Alguns tipos de tocos, segundo o livro:

Mr. M - Acontece quando você está na balada com as amigas e aparece um sujeito querendo pagar sua bebida. Conversa vai, conversa vem, e quando você se dá conta, já está dando o maior beijo no sujeito. Aí ele diz que vai ao banheiro e diz a você que fique no bar, pegando mais uma bebida. O tempo passa, a bebida acaba, a seguinte também, e mais a outra, e você sai bêbada pela pista, procurando o indivíduo. E onde ele está? "Engatado com uma loira ultrasupermega sarada, com uma bunda parecida com um balão de gás", escrevem as meninas.

Bipolar - "É um dos tocos mais sedutores. ‘Eu te amo, mas não posso ficar com você agora’, diz ele. Numa hora está apaixonado, corre atrás, liga, faz declarações, tem crises de ciúmes. Em outras, indiferença total."

A Ex - Rola quando você está com uma pessoa que não consegue se desvencilhar do passado. O cara diz que esqueceu a ex, mas aí a ex corre atrás dele, ele tem saudade da ex, ele ainda é amigo da ex, e assim a coisa vai se enrolando até que ele diz que está confuso e volta para a fulaninha.

SERVIÇO

Livro: O guia do toco - Como dar e levar sem perder o bom humor

Autoras: Letícia Rio Branco e Fabi Cimieri  (prefácio de Marcelo Adnet / Ilustrações de Bruno Drummond)

Editora: Grupo Editorial Record / Editora BestSeller

Tamanho: 14x21 / 184 páginas

Preço: R$ 24,90

Por: Nathália Ilovatte

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