O intercâmbio pode ser decisivo na escolha da carreira

O intercâmbio pode ser decisivo na escolha da carreira

Atualizado: Segunda-feira, 3 Outubro de 2011 as 11:58

Está louco para fazer um intercâmbio, estudar inglês, se virar sozinho por algum tempo, conhecer uma cultura e ampliar sua lista de amigos internacionais no Facebook? Aproveitar a oportunidade para fazer algum curso especializado pode ser definidor nos momentos de indecisão pré-vestibular.

O cearense Pedro Ivo Soares, 23, surfa desde os 12 anos e sempre foi apaixonado pelo esporte. Quando, aos 21, teve vontade de viajar e aprender uma nova língua, a escolha pela Austrália, rota obrigatória de surfistas do mundo inteiro, foi quase óbvia. O único problema antes de embarcar foi a falta de intimidade com o infles. “Nós tivemos algumas aulas no Brasil, mas só deu para o básico mesmo”, conta.

Pedro está desde 2009 vivendo em na cidade de Manly, a nordeste de Sidney. Por lá, o cotidiano é corrido. De manhã ele trabalha em uma empresa alimentícia, de tarde, claro, surfa e de noite estuda na escola de idiomas Navitas, que oferece uma série de opções de atividades extras, além das aulas de inglês, para viajantes e imigrantes no país. Difícil é encontrar tempo para fazer outras atividades: “vida social só aos fins de semana”, brinca.

Além de querer seguir carreira com o surfe, Pedro, que quer aproveitar o tempo na terra dos cangurus para aperfeiçoar o inglês, também tem outras aspirações por lá: estudar administração. Regressar ao país está nos planos, mas só daqui a algum tempo. “Depois que adquirir experiência e me qualificar, quero voltar para o Brasil sim!”, garante.

Cidade dos Sonhos

Já a paixão de Marcelo Barbosa, de 17 anos, sempre foi outra, longe do mundo dos esportes. “Eu queria fazer cinema desde pequeno”, conta. Em julho deste ano, o estudante do 3º ano do colegial foi a Los Angeles, na New York Film Academy, testar a aptidão para a sétima arte. Ele participou de um curso intensivo de duas semanas. “Foi uma ótima oportunidade para entrar em contato com o cinema americano, é tudo muito diferente do brasileiro, eles têm muito mais estrutura”, atesta.

A experiência agradou tanto que, enquanto ainda estava por lá, Marcelo não pensou duas vezes: deu início ao processo para se matricular de vez na universidade. Depois de entrevistas, cartas de recomendações e testes de inglês – veja aqui o que é necessário para fazer universidade no exterior -, o estudante foi aceito. “Estou muito animado”, diz, tentando conter a ansiedade.

Para quem acha que duas semanas não valem a pena, por conta do pouco tempo, Marcelo garante que o tempo gasto é valioso. “Ficava das 8h30 às 18h na universidade, então é bastante tempo, mesmo sendo um curso de verão”.

Design gráfico em Londres

Já o designer gráfico Ricardo Peixoto, 19, resolveu aliar um desejo antigo à chance de valorizar o currículo. “Sempre quis viajar para o exterior”, conta. No meio deste ano, Ricardo viajou com a CI para Londres, na Inglaterra, onde passou 40 dias estudando inglês e fazendo uma especialização para a carreira.

Por falar inglês não apenas nas aulas específicas, mas também no curso técnico, Ricardo percebeu grande evolução na desenvoltura com o idioma estrangeiro. “Meu inglês deu um salto gigantesco!”, diz. O que ele achou da experiência? “Foi demais, pude aprender muito da cultura do país”.

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