O Mundo Oculto das Crônicas de Nárnia

O Mundo Oculto das Crônicas de Nárnia

Atualizado: Segunda-feira, 21 Março de 2011 as 11:33

A confusão dos Símbolos!!!

Aos fiéis, amados do Senhor, remidos pelo e no Sangue do Cordeiro,

Muito tem se falado nos últimos dias sobre mensagens subliminares e da audácia do inimigo de nossas almas em tentar confundir os santos.

"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mateus 24.24).

Toda vez que vemos alguma programação na TV ou em livros, o nosso "senso de cristão" é acionado e conseguimos filtrar a maioria dos enganos do diabo, mas e quando a mentira vem disfarçada de verdade? E se a heresia vir disfarçada de Sagrado? E se a Verdade do Calvário vir disfarçada em mentiras de Nárnia???

O objetivo deste estudo, não é valorizar o filme em si, mas, antes, fazer uma releitura, como os crentes de Beréia faziam (Atos 17.11) sobre o que é Bíblico, do que não é. E o fato das Crônicas de Nárnia estarem sendo vista como um filme cristão.

Seguem algumas observâncias a serem repensadas:

C.S. Lewis e Walt Disney

O renomado autor aplaudido por todo povo cristão está neste filme em parceria com uma organização, digamos, nada gospel.

É de conhecimento geral e relatado em vários livros, a apologia que a Walt Disney faz ao homossexualismo e a bruxaria e em nada fazendo para esconder seu fascínio pelo oculto e ojeriza pelo cristão.

C.S. Lewis tem uma história controversa. Sua amizade com Tolken (escritor do Best Seller "O Senhor dos Anéis".) é um tanto quanto incomum. Alguns de seus livros fazem inclusive dedicação ao amigo, como o clássico "As Cartas do Coisa-Ruim" de Lewis para Tolken.

Embora todos esses pontos mesmo assim possam ser questionados, mencionando o fato de a amizade ir alem da fé o fato que mais me chama atenção é a união de C.S. Lewis com Walt Disney. Vale tudo em nome da fé? Pode as trevas e a luz andarem juntas? Não seria isso uma forma de julgo desigual?

Antes de continuar sua leitura, peço que ore neste sentido. Pode haver comunhão entre trevas e luz?

O Guarda-Roupa

Tudo se passa num mundo paralelo, num mundo da imaginação. Uma espécie de fuga ante tão cruel realidade vividas pelas quatro jovens crianças. Chamo atenção para o guarda-roupa. Ele é um tanto quanto exótico, cheio de figuras e coberto com um lençol.

Porque cobrir com um lençol? Seria para proteger o objeto ou seria uma apologia a um portal dimensional? Quem não conhece as historinhas sobre os monstros do armário e não sei se já viram o filme "Stargate", nele há um portal que leva a vários mundos e da mesma forma ele é coberto por um pano. Isso não é por acaso. Quem detém um pouco mais de conhecimento sobre portais dimensionais sabe que eles são guardados ou escondidos por panos e, isso faz como que fique "desligado" enquanto tapado e, caso se queira acioná-lo novamente, basta retirar o pano e fazer o ritual de abertura.

Seria o guarda-roupa um simples objeto de madeira, fruto da imaginação infantil ou uma apologia a um portal dimensional? Uma porta de passagem que liga a dois mundos distintos com tempo e dimensões diferentes como acontece em Nárnia?

O Encontro com o Fauno

O primeiro ser que a pequena Lúcia encontra após atravessar o portal é o Sr. Tumnus. Um habitante de Nárnia metade homem, metade bode. Quando volto para a Bíblia nos textos de Isaías 13.21 e 34.14 e Levítico 17.7 vejo claramente as escrituras proibindo o contato ou adoração aos Sátiros (seres mitológicos metade homem, metade bode) e os chamando de demônios. Se formos abranger um pouco mais a nossa pesquisa veremos que o Dicionário Aurélio trás a palavra Fauno ou Sátiro como "divindade mitológica campestre com pés de cabra, cornos e cabeluda". Outro texto Bíblico fala sobre um grande demônio chamado Tammuz (Ezequiel 8.14), e as Bíblias de estudo, seja a católica da editora Ave Maria ou a protestante Genebra da SBB trás como "deus sumeriano da fertilidade, do mundo inferior e dos rituais do ciclo de morte e renascimento da vegetação.

Tammuz? Tumnus? Que guarda-roupa é esse?

A sensualidade que envolve o Sátiro e a menina Lúcia fica evidenciada em cada encontro que se tem. O leva-la a sua casa, trancar a porta e lhe dar uma droga para beber, pode a críticos olhos ser oficialmente visto como uma obra de pedofilia.

A lareira do Fauno Sr. Tumnus se transforma em algum tipo de ritual no fogo, enquanto ele, ao som de sua flauta mágica, encanta a pequena, que desmaia indefesa. Por fim o ritual termina com um rugido de leão.

Preste atenção aqui. Há um feitiço, uma invocação no fogo e agora um Leão (mais a frente falaremos sobre isso).

A Feiticeira Branca

O Mal geralmente, em contos infantis, é retratado pela cor negra e não branca, devido à magia se chamar magia negra. Amados quero deixar claro aqui que não estamos tratando de aspectos racistas ou preconceituosos sobre as cores e seus significados, mas sim tentando trazer luz a uma confusão de símbolos que foi instalada no filme, lembrando que pra "Deus não há rico, pobre, preto ou branco, servo ou livre, gentio ou judeu" (I Coríntios 12.13 e Romanos 2.11).

E ela vem chegando, vindo sobre os montes com suas vestes brancas, e seu cabelo como de leão.

Neste ponto se estabelece uma das maiores confusões de símbolos das Crônicas de Nárnia.

Quem é a feiticeira branca? Ou quem ela representa?

Dois caminhos podem ser estudados e em ambos encontram argumentos plausíveis para sua explanação:

1º - Seria uma forma debochada de se referir a Jesus Cristo:

"... e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os Seus olhos são como chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas... e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro." Apocalipse 19.11-14.

2º - Seria realmente a figura das Trevas:

"E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjos de luz." (2 Coríntios 11.14) e mais "visto que se elevou o teu coração, e dizes: Eu sou Deus." (Ezequiel 28.2).

No primeiro caso, nós temos a figura que representa o mal em todo o filme sendo na realidade a figura de Jesus o Cristo, nosso Senhor e Salvador. E no segundo tópico uma perfeita alusão de como satanás, o sagas inimigo de nossas almas gostaria de ser visto, parecido como o nosso amado Deus. O que intriga é a ambigüidade do filme, podendo hora ir a uma direção, ora a outra. Não se esqueça: "há um só caminho" (João 14.6).

Papai Noel ou Saint German

Neste filme aparentemente Cristão é inserido agora o maior concorrente de Jesus na atualidade: O Papai Noel.

O mundo e até mesmo os próprios filhos da luz tem cada vez mais se esquecido do verdadeiro sentido do Natal. Nesta época se lembra cada vez mais do "bom velhinho" e se esquece mais e mais do Salvador. Presentes, árvores, decorações ao invés vida e amor tem rodeado a data de 25 de dezembro.

O que então que Papai Noel estaria fazendo neste filme?

Existe uma grande potestade espiritual chamada de Saint German. Papai Noel também é conhecido como São Nicolau, Santa Claus e Saint German em alguns pontos do mundo.

Tirando a ambigüidade do nome o interessante é que o Sr. Noel traz as quatro crianças, presentes nada convencionais.

À pequena Lucia ele dá um poção mágica para curar qualquer doença (não se precisa mais do poder curativo do Salvador) e uma adaga (para quê? Se a poção dá vida, pra que uma adaga que gera morte?);

À Susan ele dá um arco com flechas, dizendo que ela depositasse sua fé no arco;

À Pedro ele dá uma espada e um escudo, pedindo que fosse usado bem e com sabedoria.

Todos os "brinquedos" possuem a esfinge de Aslan (o Leão). Logo em seguida há uma luta de Pedro com os lobos onde a todo o momento se é gritado: "Mate-os! Mate-os!".

Ainda não consigo ver propósito nesta cena, salvo o desejo maquiavélico de incentivar o assassinato aos pequenos.

O Rei Leão

O acampamento de Aslan é um dos pontos mais esotéricos do filme. Rodeado por toda forma de seres mitológicos (minotauros, sátiros, unicórnios) e símbolos da Nova Era como os "sóis" em cima dos estandartes.

No primeiro instante ao chegar ao acampamento Lúcia recebe um aceno de vário de uma Dríade ou ninfas, que são as folhas de uma planta ou suas flores a formarem uma pessoa.

Então surge Aslan, um leão!

Entre as frases ditas por Aslan a Pedro uma me deixa com profunda inquietação... "Existe uma magia profunda, mais forte do que todos nós que governa Nárnia." Ora o Rei Aslan, não seria uma prefiguração de Jesus. Como existe uma magia mais forte do que ele?

O Encontro da Feiticeira com Aslan e o Sacrifício

A feiticeira vem reivindicar a vida do traidor Edmundo alegando sua legalidade para isso. Como salvador Aslan troca a sua vida pela do traidor, lembrando muito o sacrifício de Jesus na Cruz do Calvário, porem algumas informações são essenciais neste episódio:

1º - o reino de Aslan fica ao norte, lugar onde o diabo deseja se assentar (Isaías 14.13).

2º - a mesa de pedra fica no centro do Stonehenge. Não sei se é do conhecimento de todos, mas o Stonehenge é o maior altar satânico sobre a terra. Era onde os Druidas faziam seus feitiços, onde Merlin cultuava aos demônios. Ao contrário da cruz, Aslan é sacrificado num ritual de magia negra numa mesa satânica no Stonehenge. Ao contrario da lança é usado um punhal, típico em rituais satânicos.

3º - Assim como Jesus, Aslan sofre uma série de humilhações;

4º - Ao terceiro dia Jesus ressuscitou, mas Aslan ressuscita no dia seguinte, graças a magia profunda de Nárnia.

Confuso? Imagina a cabeça de alguém que não tem fundamentos Bíblicos? Daqui a pouco veremos neófitos confusos sobre a verdadeira história da crucificação.

A Batalha Final

Seres mitológicos, Seres viventes, fênix, sereias e bestas como as relatadas em Daniel 7 são abundantes.

A batalha se trava e no fim o "bem vence o mal" e Aslan devora a feiticeira branca. Se voltarmos os olhos para as Escrituras, veremos que Jesus não devorará o diabo, mas sim o lançará no lago de fogo e enxofre pelos séculos dos séculos, contudo "sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém que possa devorar." (I Pedro 5.8).

Voltemos ao inicio do nosso estudo. Lembra da cena da lareira na casa do Sátiro que enfeitiçava a menina Lúcia? Qual será o Leão que aparece na Lareira? O da Tribo de Judá ou o nosso adversário?

A Coroação

A câmera vai se aproximando do castelo. Repare nos vitrais quando a trombeta é soada. Se você aproximar a tela do seu dvd verá que há uma estrela de seis pontas dentro de um círculo na parede. Esta não é a Estrela de David. A Estrela de David tem seis pontas, mas não tem um círculo, esta é uma estrela satânica. Além do pentagrama outras estrelas são muito usadas no satanismo e uma delas é a estrela de seis pontas dentro de um círculo.

Se da o processo da coroação e ela é feita em nome do "Cintilante Mar Oriental, dos Grandes Bosques Ocidentais, do Radiante Sol do Sul e do Límpido céu do Norte".

A cena da coroação termina com um diálogo e trocas de carinho entre o par romântico do roteiro: uma criança e um demônio da depravação sexual (um sátiro ou fauno).

Conclusão

Muitos atos neste filme realmente faz lembrar momentos Bíblicos e a vida de Jesus. Contudo, a confusão de símbolos é tão grande que me faz refletir se realmente vale a pena ter essa história como algo considerado cristão ou que passe uma mensagem de fé.

Imaginar, sonhar é bom.

Ser criança é bom, a própria palavra diz que devemos ser símplices como pombas, mas também prudentes como serpentes (Mateus 10.16).

Qual a verdadeira intenção desse filme? O que ele está realmente querendo dizer?

Qual era a intenção do autor?

São perguntas retóricas, apenas para a nossa meditação. Apenas uma afirmação se faz necessário... Ele está longe de ser comparado com qualquer história Bíblica.

Pode haver comunhão entre TREVAS e LUZ?

2 Coríntios 6.14

Os textos citados são da Edição Revista e Atualizada e Revista e Corrigida da SBB. Salvo as outras referências, quando citadas na hora.

Observações:

1º - C.S. Lewis faleceu em 22 de novembro de 1963, por isso os direitos autorais cedidos à Disney foi fornecido pelos familiares;

2º Texto escrito em dezembro de 2005.

Att,

Por Pr. Felipe Heiderich

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