Orientadora da dicas sobre como decidir entre dinheiro e felicidade pessoal na hora de escolher a profissão

Saiba como optar pela escolha certa no vestibular

Atualizado: Segunda-feira, 17 Dezembro de 2012 as 10:39

 

Escolher qual profissão seguir para o resto da vida não é algo nada fácil ou simples. Quando pensamos em qual profissão seguir, é certo que na nossa cabeça virão as mesmas perguntas: Será que me enquadro nesta área? Qual meu perfil para essa profissão? Eu gosto disso? Terei retorno financeiro futuramente? A concorrência nesta área é grande?

Todas estas questões interferem na escolha certa.

No caso do estudante Tomáz Zanoni Arruda Sampaio, de 18 anos, A busca por um futuro financeiro confortável foi o que direcionou sua escolha. Ele decidiu trocar o curso de engenharia pelas cadeiras de um cursinho pré-vestibular na Avenida Paulista para tentar, no fim do ano, uma vaga em faculdade de economia.

Isso só mostra o quanto o dilema dos jovens é cada vez mais presente na horta de escolher a profissão.

No caso de Tomáz,O motivo da escolha é o fato de ele acreditar que a carreira seja mais rentável. “Uma tia um dia me disse: ‘A minha felicidade é ligada à minha conta bancária’. Eu concordo. Quero viajar, ir a restaurantes caros e, para isso, precisa dinheiro. A minha satisfação profissional está relacionada ao retorno financeiro”, diz.

Mesmo tendo decidido mudar de curso só após conversar com a tia Tomáz se preocupou em saber a opinião do pai e descobrir se teria o apoio dele com relação ao assunto. “Ele me entendeu mais ou menos, mas me encheu o saco, porque saí da faculdade”, conta.

Tomáz ainda contou que se optasse por fazer o curso que mais gosta faria história, mas como este é um curso que segundo ele "não dá dinheiro" optou por outra profissão.

vestibularJá a estudante Isabella Sônego, de 18 anos, teve que recorrer à criatividade para conciliar a Biologia, área de que mais gosta, com a Arquitetura, profissão que pode dar, na opinião da vestibulanda, melhor retorno financeiro. “Não foi só pelo dinheiro que eu escolhi a Arquitetura, mas o dinheiro foi um motivo para eu insistir nessa área”, diz a jovem.

Isabella pretende aliar a sustentabilidade – um tema relacionado à Biologia – com a escolha que fez no vestibular: “A preocupação com o desenvolvimento sustentável está em alta e acredito que assim eu vou conciliar as duas áreas que me encantam. Apesar da concorrência, a arquitetura é uma área que está valorizada”.

A psicóloga, orientadora vocacional e professora da PUC-SP, Regina Sônia Gattas alerta sobre as questões: Qual deve ser a principal opção do vestibulando ao escolher o curso que irá prestar? O que é mais importante ganhar dinheiro ou ser feliz?

Segundo Regina, o melhor são os dois. “A realização profissional deve ser conseguir ganhar dinheiro fazendo o que gosta”, recomenda.

A psicóloga orienta que é preciso tomar cuidado com as escolhas de cursos pois no mercado ocorrem mudanças freqüentes que hoje podem favorecer a uma determinada profissão colocando esta em ascensão e amanhã não mais.“Engenharia de Petróleo, por exemplo, é uma escolha com perspectivas hoje, mas pode ser que daqui a 10, 15 anos, não seja fácil arranjar possibilidade de trabalho [nessa área]”, explica.

Regina ainda acrescenta que os pais devem aconselhar os filhos, mas não interferir na escolha deles deixando-os livre para decidir quando vão ou não mudar de curso e porque decidiram tomar esta decisão. “A decisão é do filho. O futuro é do filho”.

 

 

com informações de: G1

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