Pais e educadores em alerta: "pulseiras do sexo"

Pais e educadores em alerta: "pulseiras do sexo"

Atualizado: Terça-feira, 1 Junho de 2010 as 11:08

Vários pastores, à frente de ministérios dedicados especialmente à família da Lagoinha, e a diretora do Colégio Cristão, Sara Teixeira Pinto, participaram de uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte a convite do vereador João Oscar, líder da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Família. Esse encontro, com participação da comunidade, outras instituições religiosas e lideranças políticas da nossa sociedade, trouxeram a tona novas realidades a respeito dos riscos da utilização das chamadas “pulseiras do sexo” pelas crianças e adolescentes. Os acessórios, antes tidos como enfeites infantis, extrapolaram o espaço da brincadeira para adentrar no território da sexualidade como uma espécie de código para permitir intimidade sexual com as usuárias das pulseiras. Quanto mais forte a cor, maior o nível da intimidade e permissividade.  

Depois de muitos casos de agressão e abuso sexual de menores, constatado o fato de que as meninas usavam as pulseiras aparentemente inofensivas, muitos estados e cidades resolveram proibir o uso dos adereços legalmente. Em Londrina, Manaus, Campo Grande, Maringá, Várzea Grande e Barbacena, entre outras cidades, o uso já foi proibido. Em Belo Horizonte, apesar de não ter sido comprovada a ocorrência de nenhum caso ligado ao acessório, um projeto de lei (PL 1085/2010) está sendo votado na Câmara para coibir o uso.

O vereador João Oscar, autor do projeto e incentivador de medidas preventivas, acredita que a sua aprovação deve ocorrer em breve e o uso e comercialização das “pulseiras do sexo” vão ser terminantemente vetados. Ainda segundo João Oscar, “o mais importante é que os pais vigiem seus filhos, não sejam omissos diante de nenhuma situação e participem ativamente na criação dos filhos, pois são eles, os maiores bens de todas as famílias”.

Para o pastor Paulo Cesar Ferreira, presidente do Conselho pastoral da Lagoinha, que foi um dos componentes da mesa de discussão do assunto, “não precisamos de mais estímulos para expor as crianças ao abuso sexual. Precisamos coibir o comércio das pulseiras e restaurar princípios fundamentais na estrutura familiar”.

A audiência serviu como mais um alerta para a necessidade de nos voltarmos para a Palavra de Deus, buscando do Alto o conhecimento para colocá-lo em prática em todas as áreas da vida. São louváveis atitudes como essa de proibição do uso das pulseiras tão tendenciosas, como instrumentos de prevenção, mas o mais importante é que pais, educadores e governo estejam sempre voltados para medidas sócio-educativas que contribua para os direitos irrevogáveis das crianças e adolescentes, mas que não as deixem vulneráveis aos modismos do momento. Assim, nem pulseiras, nem bonés, nem camisetas, nem acessório algum poderá dar vazão à violência sexual contra crianças e à erotização precoce. Protejam nossas crianças e adolescentes!

Por: Thalita Daher

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