Pesquisa revela que consumo de notícias em tablets e smartphones faz crescer o número de jovens bem informados

Jovens consomem mais notícias do que seus pais e avós

Atualizado: Quinta-feira, 13 Dezembro de 2012 as 11:49

 

Boas notícias circulam as redações dos jornais americanos que já podem comemorar o grande número de usuários jovens que vem consumindo mais e mais notícias superando seus "pais e avós".

Uma pesquisa realizada em conjunto pelo Centro de Pesquisas Pew, em Washington, EUA e o grupo da revista britânica The Economist, revelou que o consumo atual de notícias por jovens americanos, em tablets e smartphones é igual ou superior ao consumo de seus "pais e avós".

A pesquisa, feita com 4.638 pessoas proprietárias de aparelhos móveis, mostrou que 37% dos jovens entre 18 e 29 anos acessam notícias em smartphone e fazem o número de jovens interessados em estar mais bem informados crescer. Cerca de 40% dos leitores está na faixa entre os 30 e 49 anos e 31% na faixa entre os 50 e 64, o que comprova que os  "avós" desses jovens vem tendo seu número de acessos a notícias em aparelhos eletrônicos, superados por eles.

Outro dado desta pesquisa afirmou ainda que as boas notícias não param por ai. As empresas jornalísticas já podem ter esperança de atingir um número, ainda maior de leitores mais jovens já que os mesmos compartilham as notícias que lêem com outros amigos através dos aparelhos móveis e procuram se engajar mais em anúncios publicitários.

No caso da publicidade, por sinal, 25% dos leitores na faixa entre 18 e 29 anos tocam e abrem um anúncio - contra 12% na faixa entre 30 e 49 e 7% na faixa entre 50 e 64.

Por outro lado, o jornal impresso ainda não foi totalmente desvinculado do contexto de seus usuários já que aproximadamente 75% dos leitores com idade acima de 50 anos têm maior probabilidade de já terem pagado algum tipo de assinatura sendo deste total, aproximadamente 47% delas só de jornal impresso.

Já entre os jovens na faixa de 18 a 29 anos, o total é de 46% de assinantes.

Outra 'boa notícia' dada aos jornais é de que os jovens também preferem uma experiência de leitura mais próxima à do jornal impresso e apesar do desafio de atender tanto às demandas de conteúdo para os leitores que assinam o próprio jornal impresso quanto para os jovens leitores dos aplicativos de aparelhos móveis desenvolvidos os jornais continuarão vendendo notícias.

A diretora do Projeto para Excelência em Jornalismo do Pew, Amy Mitchell, participou na semana passada do MediaOn, realizado em São Paulo, e disse que o levantamento da pesquisa é um retrato das crescentes diferenças entre os consumidores de notícias em aparelhos móveis. "Entender esses padrões é importante para as empresas jornalísticas, conforme elas procuram engajar seus públicos e encontrar novos fluxos de receita para sustentar o jornalismo."

Por fim, o que se pode esperar é que cada vez mais os jovens passem a estar informados sobre o que acontece a sua volta e abram mais e mais a mente para as mudanças decorrentes do novo século.   

 

com informações de: Folha- UOL

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