Por controle dos pais, jovens mantêm o controle na balada

Por controle dos pais, jovens mantêm o controle na balada

Atualizado: Segunda-feira, 4 Julho de 2011 as 10:50

Animação é o que não falta para essa nova geração. Mês de julho, período de férias para essa galerinha. Para os jovens, a palavra de ordem é curtir. Em busca de diversão, cada vez mais cedo eles procuram as famosas baladas para reunir os amigos e dançar ouvindo uma boa música. Lá se foi o tempo em que só aqueles programinhas mais leves com os pais, como cinema e festinhas de aniversário, os deixavam satisfeitos.

Hoje, os jovens querem mais agitação e soltar as energias nessa fase da vida. Mesmo com os limites impostos pelos pais, a diversão tem que estar garantida. Parceria As amigas Thaís Oliveira, 18, e Talita Sgarioni, 18, são as parceiras da balada. Sempre vão juntas para a diversão com outros amigos em comum. Ainda na adolescência as duas começaram a sair para curtir shows musicais dos mais variados estilos sem a companhia dos pais. "Como eu nunca tive amiga mais velha pra ser minha companhia, comecei a sair aos 16", diz a jovem Talita. Mesmo que a diversão seja com os amigos, ainda existem os limites impostos pelos pais. "Eles dizem para não aceitar bebidas de estranhos, não voltar para casa muito tarde, não me envolver em tumultos", explica Thaís sobre os cuidados que seus pais mantêm ao permitir que se divirta numa balada para um público mais adulto com os amigos. Confiança Para a maioria dos pais, confiar nos filhos é essencial para permitir que desde cedo os filhos frequentem as baladas noturnas.

As principais preocupações são com o consumo de bebidas alcoólicas, drogas e as más companhias. A jovem Gabriela Bursztejn, de 16 anos, está começando a sua fase de diversão com os amigos da escola em baladas conceituadas de música eletrônica e house music. E ainda que Gabriela, na maioria das vezes saia com o mesmo grupo de amigas, a mãe da adolescente, Elaine Lima, 45, diz que um bom diálogo com a filha é importante para manter a confiança. "Faço questão de manter uma amizade com os amigos dela também, pois me preocupo com más companhias", conta a mãe. Muitos jovens acham careta quando os pais se preocupam demais, mas todos os cuidados são para garantir uma diversão sem problemas. "Sempre quando chego na balada eu ligo para avisar que já cheguei bem", diz Gabriela sobre a atenção que dá aos pais quando sai para se divertir com as amigas.

Essa é a palavra que explica o motivo do adolescente Agner Souza de 16 anos, frequentar algumas baladas desde os 14 anos. "Eu curto sair pra balada eletrônica, funk, sertaneja, hip-hop, eletrônica e house", diz o adolescente sobre o seu gosto variado para aproveitar a adolescência. Mas a curtição tem limites. Agner ainda segue o controle dos pais. "Não são em todos os finais de semana que eles deixam eu sair". O jovem diz ainda que sempre segue às orientações dos pais quando vai para alguma festa. "Eles falam para não usar drogas, beber e não aceitar nada de estranhos", conclui. Antecipação No caso do jovem Gabriel Bolognese, de 16 anos, todos os finais de semana são para curtir. "Na segunda-feira começamos a formar uma ideia", explica Gabriel sobre a combinação das baladas com os amigos. Já frequentador de baladas agitadíssimas da house music, o adolescente também está começando a descobrir o universo de diversão dos adultos. A mãe, Gizela Bolognese, 50, aprova que o filho tenha seus momentos de descontração com os amigos, mas sem exagerar. "Acho que todos os pais vivem esse drama, mas temos que deixar. A gente deixa ele ir, mas impomos limites de horário", explica Gizela. Realmente é um drama para os pais quando os filhos começam a ter a tão sonhada liberdade. Por isso, os pais de Gabriel sempre se preocupam em como o filho irá para a balada e em ter uma boa relação com os pais dos amigos também ajuda na hora de deixar os filhos saírem. "A gente até se reveza pra levar a turminha pra balada", diz a mãe de Gabriel.

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